Fuzis apreendidos no Galeão serão doados para especializadas

Quase dois anos após a importante apreensão de 60 fuzis, que foram enviados dos EUA para o Rio, encontrados por agentes da Polícia Civil, no Aeroporto do Galeão, em junho de 2017, parte do “miniarsenal” foi distribuída para alguns departamentos da corporação, que por sua vez repassou para delegacias especializadas do Estado. Na ocasião, os agentes encontraram as armas escondidas dentro de aquecedores de piscina, se tornando a maior apreensão de armas no país num período de dez anos.

Durante sete meses as armas ficaram armazenadas em um depósito, enquanto não se decidia para onde seriam encaminhadas. No início do ano passado ao Exército chegou a ser atribuído a responsabilidade pela distribuição das armas. Chegou até a ocorrer divergência sobre o uso de fuzis modelo AK-47 por agentes da Polícia Civil, mesmo com autorização do Ministério Público. No ano passado, ocorreu autorização para uso dos fuzis modelo AR-10. O delegado Marcus Amin, da Desarme, informou que 14 fuzis AR-10, um fuzil modelo G3 e outros modelos AK-47 foram entregues para o Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI) e Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP).

O delegado acrescentou que 20 fuzis AK-47 não foram entregues devido a falta de munição. De acordo com as investigações, as armas haviam sido enviadas para o país por Frederick Barbieri no terminal do Galeão. Ele foi preso no ano passado por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA.

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