Fuzileiro assassinado teria ido negociar compra de carro

Vítor d’Avila

A Polícia começa a traçar os passos dados pelo fuzileiro naval Matheus Filipi Coelho, que foi morto em São Gonçalo. De acordo com relatos de familiares à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) o militar teria ido à Guaxindiba, no dia em que desapareceu, 11 de fevereiro, negociar a aquisição de um carro.

A equipe de investigação confirmou a hipótese e irá pedir a quebra do sigilo bancário de Matheus a fim de comprovar se ele sacou o dinheiro para fazer a compra do veículo. De acordo com o delegado Mário Lamblet, responsável pela investigação, novos depoimentos também serão colhidos.

“Em relação a essa negociação, foi um primeiro informe que a família falou, que ele estava vendo um carro. A gente confirmou, realmente parece que ele viu um carro para comprar. Então a gente está dependendo de mais algumas oitivas e também vamos ver a quebra do sigilo bancário dele para ver se sacou ou não alguma quantia para fazer essa negociação”, explicou o delegado.

O corpo de Matheus foi encontrado carbonizado, no domingo (14), dentro de um carro também queimado. Entretanto, Lamblet esclarece que este não seria o automóvel que o fuzileiro iria adquirir, mas sim um carro clonado, possivelmente produto de roubo ou furto.

O fuzileiro naval foi sepultado, na manhã de quinta-feira (18), em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ele deixa uma companheira, que está grávida, além de uma filha de 4 anos, fruto de um relacionamento anterior.

Disque Denúncia divulga cartaz

O Disque Denúncia divulgou cartaz em busca de informações sobre os assassinos do fuzileiro naval Matheus Filipi Coelho, de 24 anos. Na quarta-feira (18), a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) confirmou que um corpo encontrado carbonizado pertence ao rapaz.

No cartaz, cujo título é “Quem matou?”, o Disque Denúncia oferece a recompensa de R$ 5 mil por informações que ajudem a localizar os responsáveis pelo crime. Quem puder colaborar, deve entrar em contato com o telefone (21) 2253-1177 ou pelo WhatsApp (21) 9.9949-6099 com garantia de anonimato.

De acordo com a delegacia especializada, a confirmação foi obtida por meio de documentação odontológica fornecida pela Marinha. Desse modo, foi possível fazer a comparação da arcada dentária. “Com a juntada da documentação odontológica fornecida pela Marinha, foi possível identificar os restos mortais. Conseguimos uma nova ficha odontológica mais recente”, explicou, na quinta-feira (18), o delegado Mario Lamblet.

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