Furtos de tampas de bocas de lobo deixam buracos nas ruas

Vítor d’Avila

Quem passa pela pista sentido Barcas da Avenida Visconde do Rio Branco, altura do Colégio Plínio Leite, no Centro de Niterói, nota a presença de vários “buracos”. A razão para o problema é o constante furto de tampas de bocas de lobo feitas em materiais metálicos.

A lógica seguida é a mesma dos furtos de cabos de telefonia, crime que também acontece constantemente na região. Alguns usuários de drogas e moradores de rua retiram os materiais para vender em ferros-velhos da região, onde as tampas e fios são derretidos e revendidos.

Ainda que a reposição dos materiais seja feita constantemente, os casos de furto acontecem com frequência ainda maior, fazendo com que as bocas de lobo fiquem destampadas grande parte do tempo e, consequentemente, aumentando o risco de acidentes.

A fim de diminuir as chances de uma pessoa cair nos bueiros ou mesmo que veículos sejam danificados, pedestres colocam lixo, madeiras e galhos de árvores para tentar sinalizar os locais, enquanto as peças não são recolocadas.

De acordo com o coronel Sylvio Guerra, comandante do 12º BPM (Niterói), é realizado patrulhamento constante na região para coibir a prática, resultando inclusive em prisões em flagrante. Todavia, Guerra aponta a rápida soltura dos responsáveis pelo delito, após audiência de custódia, como uma das causas para a prática ser recorrente.

“Temos várias ocorrências com prisões desse delito, porém em poucos dias estão nas ruas cometendo os mesmos delitos. Nosso policiamento é constante e com várias abordagens”, explicou Sylvio Guerra.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos informa que está comprando novas tampas de concreto para repor nos bueiros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × quatro =