Furtos de hidrômetros viram rotina no Fonseca

Augusto Aguiar –

Não se sabe o número exato da incidência desse tipo de crime em Niterói, mas há suspeita de que o número de furtos de hidrômetros – aparelhos de medem o consumo residencial de água – seja elevado. Apenas no último fim de semana, em duas ruas situadas na Zona Norte de Niterói, pelo menos cinco aparelhos foram arrancados de residências sem que os moradores percebessem.

“Roubaram um hidrômetro na Rua Dr. Carlos Maximiano, roubaram outro na Travessa Ari Pinto Lima. A água está jorrando. O morador entrou em contato com a Águas de Niterói e eles disseram que tem até 72 horas para resolver o problema. E a água limpa fica jorrando direto”, postou um morador nas redes sociais. Pouco depois, uma nova postagem surgiu na mesma região: “Fui na Rua Magnólia Brasil e, quando voltei pela Rua Dr. Carlos Maximiano, mais três hidrômetros haviam sido furtados. A água estava jorrando, parecia um rio. A situação está crítica”, voltou a se indignar o morador.

Na manhã desta segunda-feira (01), funcionários da Águas de Niterói realizaram reparos numa residência que teve hidrômetro furtado na Rua Dr. Carlos Maximiano. O coordenador de manutenção do Grupo Águas do Brasil, Bruno Nascimento, ressaltou os casos de roubo registrados neste ano. “No ano de 2018, os bairros com maior número de ocorrências de furtos foram o Barreto (Zona Norte), com 38 furtos, e São Francisco (Zona Sul), com 11 furtos. Os demais casos foram pulverizados por diversos bairros, como Engenhoca, Fonseca, Ingá, Ilha da Conceição, Sapê e Largo da Batalha. Vale ressaltar que, da noite de sábado para domingo, foram furtados mais cinco hidrômetros do Fonseca”.

Com relação aos procedimentos para instalação dos hidrômetros após o furto, explicou: “É necessário que o cliente faça o Boletim de Ocorrência (BO) para que a Águas de Niterói realize o serviço sem custo. Após acionada pelo cliente, o tempo médio de atendimento da equipe da Águas de Niterói é de duas horas. Afeta principalmente na gestão de serviços operacionais, pois há a necessidade de desvio de equipes de atendimentos programados para a execução do serviço emergencial, minimizando os transtornos do cliente e as perdas de água tratada. Todos os custos envolvidos na substituição do hidrômetro ficam a cargo da concessionária (mão de obra, veículos e materiais, incluindo o novo medidor)”, enumerou.

Policiais da 78ª DP (Fonseca) afirmaram que o furto de hidrômetros ocorre com frequência em todas as regiões da cidade, acrescentando que em alguns locais os componentes do aparelho são vendidos para ferros-velhos, porque conteriam cobre, bronze e alumínio. “É um tipo de crime cometido geralmente por usuário de drogas. Como disse, os componentes são materiais metálicos que, desmontados e vendidos em ferros-velhos, rendem um dinheiro”, afirmou um policial, confirmando a existência de ocorrências do tipo registradas na delegacia. O agente acrescentou que os moradores também poderiam providenciar uma grade ou outro tipo de proteção para o local onde fica o hidrômetro. “Cabe ao proprietário providenciar isso. Vivemos numa época em que os valores estão invertidos e o povo está corrompido”, admitiu o agente.

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