Fundação para Infância lança novo cartaz com fotos de desaparecidos

Augusto Aguiar

A FIA (Fundação para a Infância e Adolescência) lançou 25 mil novos cartazes de crianças e adolescentes desaparecidos, que serão distribuídos em escolas, aeroportos, rodoviárias, lojas, hospitais, empresas públicas e privadas, além de serem enviados a outros estados. O cartaz 2017, cujo lema é Chega de Saudade, traz uma novidade este ano: abaixo das fotos consta também a data do desaparecimento. Em 22 anos do projeto SOS Crianças Desaparecidas, a FIA já localizou três mil crianças em todo o estado.

Atualmente, de acordo com o registro da instituição, 526 continuam desparecidas.

“Esses cartazes são importantes para dar visibilidade a essas crianças e, claro, a essas famílias que estão passando por muito sofrimento. A rapidez no registro é muito importante para que a busca seja mais eficaz. As unidades da FIA podem ajudar na orientação aos pais”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes. E foi graças à inclusão da filha Joyce no cartaz, então com 14 anos à época do desaparecimento, que Neli Adriana conseguiu um final feliz para sua história. Depois de procurar por cinco meses e obter ajuda na sede da instituição, no dia 7 de novembro de 2011, o sofrimento da dona de casa teve fim.

“Com a divulgação do retrato da Joyce nos cartazes, uma pessoa ligou e disse ter visto minha filha em uma rua da Tijuca. Foi o momento mais feliz da minha vida”, disse Neli, que participou do lançamento do novo cartaz.

Atualmente, Joyce tem 20 anos e terminou o Ensino Médio. Fez um curso de Gestão Empresarial e se prepara para prestar o Enem. Para a presidente da FIA, América Tereza Nascimento da Silva, assim como Joyce, as pessoas devem olhar para os cartazes com solidariedade e perceber que ali está a esperança de muita gente. “Esses cartazes já ajudaram a recuperar crianças e jovens. Peço que as pessoas olhem para eles com muito carinho. Muitas vezes, eles são a única esperança de se encontrar uma criança. A prova disso são milhares de histórias felizes, que temos o prazer de testemunhar”, afirmou América Tereza.

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