Funcionários dos Correios entram em greve na próxima quarta

Os funcionários dos Correios de Niterói se preparam para entrar em greve na próxima quarta-feira (12). Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a paralisação será por tempo indeterminado em reivindicação por aumento salarial. O dirigente da Fentect na região, Heitor Fernandes, informou que, em Niterói, muitos funcionários saíram quando foi lançado o Plano de Demissão Voluntária (PDV), mas ele avalia que muitos que trabalhadores vão aderir ao movimento logo no primeiro dia da paralisação.

“Vamos paralisar em nível nacional, por tempo indeterminado, a partir do dia 12, contra os ataques ao nosso Plano de Saúde, e contra as privatizações e demissões, nos somando petroleiros, moedeiros e trabalhadores da Dataprev”, disse Heitor.

A Fentect é contra o aumento de 100% nas mensalidades e coparticipação do plano de saúde, impactando ainda mais no bolso dos trabalhadores, representando prejuízos aos direitos históricos conquistados pelos trabalhadores. Eles também reclamam do atual do presidente dos Correios, General Floriano Peixoto, que teria utilizado a influência política de governo, passando a falsa informação de insolvência financeira do Plano de Saúde para os ministros do STF.

“A escalada de ataques contra os Correios e aos trabalhadores brasileiros não pára. Esse ataque é fruto da decisão, que não demonstra nenhum respeito à decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Fica claro que o presidente dos Correios, general da reserva Floriano Peixoto, tem as mesmas práticas políticas de aparelhamento da administração pública dos Correios, quando coloca nos cargos de direção da empresa, do Postal Saúde e do Postalis mais generais da reserva, acumulando com seus salários da reserva de quase R$ 80 mil mensais, usando os benefícios dos cargos, em detrimento dos profissionais concursados dos Correios. Usufruem de um Plano de Saúde sem limites de benefícios para toda sua família ofertados pelas forças armadas. Agora, a categoria pagará uma mensalidade abusiva no benefício, impedindo muitos funcionários e seus familiares de continuarem no plano de saúde”, lamentou Heitor.

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