Funcionários dos correios ameaçam cruzar os braços novamente

Funcionários dos Correios podem paralisar as atividades, caso suas reivindicações não sejam atendidas. Ainda não há data para início da greve, mas os trabalhadores passaram o recado em uma grande manifestação na noite de terça-feira [23] na Cidade Nova, Centro do Rio. Dentre as principais deliberações financeiras propostas pelo movimento de trabalhadores, representada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (SINTECT-RJ), constituem a reposição salarial integral com base na inflação entre o período de agosto de 2015 até julho de 2016, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e Dieese, reajuste no valor do diferencial de mercado, segundo cálculo previsto pelos índices econômicos e mais aumento real de R$ 300, calculado de acordo com os critérios de produtividade versus participação nos lucros.
O sindicato também identificou como caráter emergencial a necessidade de melhorias na infraestrutura da empresa. Os trabalhadores reclamam de locais de trabalho insalubres, com condições estruturais precárias, equipamentos defasados e sobrecarga de serviço, devido ao déficit no efetivo.
“Os trabalhadores estão expostos a situações degradantes, de um lado, sobrecarga de serviços, causado pela defasagem no efetivo, do outro, condições de trabalho deploráveis e infraestruturas precárias. Estes problemas influenciam na saúde do funcionário, traz problemas psicológicos, e acarreta diretamente no serviço prestado a população”, explicou o sindicalista.
O cronograma de pautas da categoria ainda inclui a manutenção das cláusulas contidas no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), propostas para melhorias na área de saúde do trabalhador, equidade de gêneros, políticas sociais e medidas inclusivas para trabalhadores aposentados.
A assessoria de imprensa dos Correios informou que, no momento, não há justificativas para uma paralisação. Os Correios estão em processo de negociação com as representações dos trabalhadores desde 11 de agosto a fim de fechar um acordo que favoreça tanto aos empregados como a empresa.

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