Funcionários do Hospital da PM em Niterói fizeram paralisação de alerta

Raquel Morais –

Após anúncio da possibilidade de paralisação dos funcionários do setor de limpeza do Hospital da Polícia Militar de Niterói (HPM-NIT), em Santa Rosa, a categoria cruzou os braços durante a manhã de ontem. Eles estão com os pagamentos de outubro atrasados e sem previsão de acerto. Em reunião com a diretoria da unidade de saúde, os trabalhadores foram informados de dívidas da empresa CNS Nacional de Serviços no valor de R$ 9 milhões. Em contrapartida, o hospital não repassa pagamentos para a terceirizada há três meses. Enquanto o jogo de empurra não é solucionado, o caso vai ser levado ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação em Niterói e Região (Sintacluns), Nézio Francisco, contou que está produzindo um ofício para enviar ao MPT para tentar intervir na situação dos trabalhadores. “O trabalhador não pode e não deve ficar no meio de uma indecisão entre as empresas. Vamos dar o respaldo jurídico necessário para esses funcionários e esperamos uma ajuda do Ministério do Trabalho. Explicamos a situação e a garantia do direito da paralisação, que seria de 24 horas, mas eles decidiram apenas ficar de manhã paralisados”, contou.

Os funcionários foram recebidos pela direção do hospital, sem presença de representantes do sindicato. “Eles nos informaram que o hospital está há três meses sem repassar a verba para a empresa. E também nos contaram que a empresa está devendo R$ 9 milhões. Estamos entrando em contato com todos e montando o documento”, completou Marcinho. Cerca de 40 trabalhadores estão passando por essa situação que já aconteceu no ano passado outras vezes.

A CNS Nacional de Serviços e a Polícia Militar foram questionadas sobre o assunto, mas até o fechamento dessa edição não se manifestaram.

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