Funcionários do Hospital da PM de Niterói podem parar

Raquel Morais –

Funcionários do setor de limpeza do Hospital da Polícia Militar de Niterói (HPM-NIT), em Santa Rosa, na Zona Sul, estão com pagamento atrasado. Ontem, eles decidiram, em assembleia, que se os acertos não forem realizados, a categoria fará uma paralisação de 24 horas. A empresa terceirizada CNS Nacional de Serviços, responsável pelo pagamento, está em débito com os salários dos trabalhadores e não se manifestou, até o fechamento dessa edição, sobre os motivos e previsão de acertos. Atraso de repasse de pagamentos de terceirizados de várias empresas não é novidade na cidade, após intensas lutas os vigias e assistentes administrativos da Universidade Federal Fluminense (UFF) tiveram que aceitar as negociações para receberem seus direitos parcelados.

A assembleia no HPM-NIT aconteceu na manhã de ontem e reuniu os funcionários da limpeza da unidade que estão com os pagamentos do mês passado atrasados. Cerca de 40 trabalhadores estão passando por essa situação, que já aconteceu algumas vezes no ano passado. O diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação em Niterói e Região (Sintacluns), Nézio Francisco, disse que irá notificar a empresa e cobrar respostas e prazos para os acertos. “Se até a próxima segunda-feira o salário não for depositado eles vão parar de trabalhar por 24 horas. Esse é um problema antigo, está começando novamente e não podemos deixar essa situação se repetir. Eles devem satisfações e prazos para esses trabalhadores”, afirmou.

Os terceirizados da limpeza não quiseram conversar com a equipe de reportagem com medo de represálias, mas o presidente do sindicato contou a situação pela qual os trabalhadores estão passando. “Estamos chegando no final do ano e todo mundo tem seus gastos. Eles deveriam ter recebido no quinto dia útil desse mês e isso ainda não aconteceu. Vamos fazer outra assembleia na própria segunda-feira e vamos ver o que vai acontecer. Esses trabalhadores são fundamentais para a unidade, ainda mais se tratando de hospital”, concluiu.

A CNS Nacional de Serviços foi questionada sobre o assunto, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou.

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