Funcionários do Hospital Azevedo Lima estão com salários e benefícios atrasados

Cerca de 800 funcionários terceirizados do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, afirmam estar sem receber os salários de dezembro e parte do décimo terceiro, além de auxílios como alimentação e passagens estarem atrasados também desde 2017. A Secretaria de Estado de Saúde (SES), responsável pelo repasse da verba, e o Instituto Sócrates Guanaes (ISG), responsável pela administração da unidade da Zona Norte, foram questionadas pela reportagem de A TRIBUNA mas não se manifestaram até o fechamento dessa edição.

O assunto não é novidade para os trabalhadores do hospital que estão ‘acostumados’ a terem os pagamentos atrasados desde o ano passado. O salário de dezembro de 2019 não foi pago, o décimo terceiro foi parcelado em quatro vezes e somente duas parcelas foram acertadas com os funcionários. Técnicos de enfermagem, enfermeiros, clínica médica, técnicos administrativos, funcionários da maternidade e neonatal além de funcionários dos serviços gerais estão sem receber e sem a previsão de acertos.

Os trabalhadores conversaram com a imprensa sem se identificar com medo de represálias. Inclusive eles afirmaram que as ameaças são feitas constantemente, pela direção e até mesmo por quem deveria proteger o grupo; no caso o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde em Niterói (Sesnit).

“O sindicato não nos representa, não luta pela nossa causa e não dá atenção ao que reclamamos. Estou com a luz vencida para ser cortada, estou com a dispensa de alimentos vazia e essa situação é muito triste”, contou um funcionário que não quis se identificar.

O Sesnit também foi procurado pela reportagem mas também não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição.

Uma outra funcionária que também preferiu o anonimato, disse que além dos atrasos nos pagamentos e nos benefícios, as férias de dezenas de trabalhadores da unidade estão acumuladas há três anos.

“Nós não conseguimos conversar com a direção e não temos quem defenda a gente. Tudo que é dito, mesmo que seja uma pergunta de quando vamos receber, sofremos ameaça de demissão”, lamentou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três + quinze =