Funcionários do Hospital Alberto Torres estão com salários atrasados

Cerca de mil funcionários terceirizados do Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, em São Gonçalo, estão com salários atrasados há quase 20 dias. Os valores, que deveriam ter sido pagos no quinto dia útil (5 de junho), ainda não foram acertados. Após 18 dias de atraso os trabalhadores estão insatisfeitos e alguns até estão faltando o serviço com medo da exposição ao coronavírus. O problema é antigo e vem acometendo os trabalhadores há meses que não sabem se a Secretaria de Estado de Saúde (SES) não depositou o dinheiro para o Instituto Lagos Rio, responsável pela administração do hospital, ou se o problema acontece na Organização Social (OS).

Um funcionário que não quis se identificar explicou que médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, trabalhadores administrativos e até seguranças estão nessa situação. Ainda segundo denúncias anônimas, no último final de semana alguns funcionários faltaram, entre eles médicos, de vários setores pois estão sem os salários e não querem se expor para trabalhar na linha de frente no atendimento do coronavírus.

“Essa situação está muito ruim. Todo mês nós não sabemos quando o salário vai entrar. Meu aluguel está vencido e eu estou sem saber o que fazer. O dono da minha casa está me ligando todos os dias para me cobrar e eu não tenho o que falar, pois não tenho uma data fixa para me comprometer”, frisou.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou em nota que, nesse momento, todos os contratos vencidos ou por vencer das Organizações Sociais que administram hospitais do Estado do Rio de Janeiro, estão sendo revisados pela SES, em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Controladoria Geral do Estado (CGE). Além disso, a SES ressaltou que está respondendo a todos os questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Ministério Público Estadual. A SES informou ainda que está adotando todas as medidas para que o atendimento nas unidades ocorra sem prejuízo à população. O Instituto Lagos Rio, responsável pela administração do hospital não se posicionou até o fechamento dessa edição, assim como o TCE e o MPRJ que também não se manifestaram.

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