Funcionários do Heat ainda não receberam rescisão de OS

Augusto Aguiar

Funcionários do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, em São Gonçalo, ainda não receberam o dinheiro referente a rescisão do contrato com a Organização Social Lagos Rio, antiga gestora do complexo hospitalar, que também incluía a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro e o Hospital João Batista Cáffaro, em Manilha (Itaboraí). A rescisão contratual ocorreu em setembro do ano passado, com a Organização Social Instituto de Desenvolvimento Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) assumindo a gestão. Mas o débito permaneceu para atual gestão da Lagos Rio.

De acordo com a assessoria da Lagos Rio, o Novo Instituto dos Lagos Rio tem feito todos os esforços para quitar as dívidas deixadas pela gestão anterior. O Heat é a única unidade que ainda não teve as rescisões quitadas, por falta de recursos. Ainda assim o valor referente à multa rescisória de todos os ex-funcionários foi recentemente recolhido.

“Estamos negociando com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) o repasse de custeio que a instituição tem direito a fim de quitar os compromissos restantes. Seguimos aguardando as providências da SES”, informou a assessoria

A Lagos Rio informou ainda através de nota que uma auditoria externa está investigando todos os problemas deixados para a organização pela administração anterior.

“Até agora não acertaram nada. Tem mais de 2 mil pessoas nessa condição. A Lagos Rio ficou cerca de dois anos na gestão do complexo hospitalar. Tenho 8 ou 9 meses a receber. O setor de RH (Recursos Humanos) do Heat já entrou em contato com a Lagos Rio, e eles dizem que estão buscando a solução, sem previsão de data. Agora a gente está trabalhando para a Ideas. Por enquanto está tudo direitinho, desde dezembro”, explicou um funcionário do Heat, que preferiu não se identificar.

Em junho do ano passado, o Ministério Público (MPRJ) deflagrou a Operação Pagão, que teve como alvos os antigos operadores do Instituto Lagos Rio, e que investigava a suspeita de desvios de recursos da ordem de R$ 9 milhões. Cinco pessoas foram detidas na ocasião, entre eles o ex-dirigente OS, Sildiney Gomes Costa, na Zona Oeste do Rio. O diretor-presidente do Instituto Lagos Rio, José Marcus Antunes de Andrade, foi preso em São Paulo.

José Marcus é cunhado do operador da OS, Juracy Batista, afastado do quadro da Os desde 2012, que mora em São Paulo. Ele e o filho estavam no Rio, onde foram presos. Na operação, a Justiça expediu sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra 12 denunciados por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

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