Funcionários do Azevedo Lima reclamam de atrasos em pagamentos

Os funcionários terceirizados do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, continuam com problemas com a direção da unidade. Pagamento de fevereiro está atrasado, férias vencidas e suspensas, atraso no recebimento do décimo terceiro salário, além de falta de diretor de enfermagem. As questões foram pontuadas por funcionários que não se identificaram para essa reportagem por medo de represálias.

O problema é antigo e acomete centenas de técnicos de enfermagem, enfermeiros e técnicos administrativos, além de auxiliares de serviços gerais. Uma funcionária que não se identificou está revoltada com essa situação. “Novamente estamos com problemas de salário atrasado e as férias foram suspensas novamente Estamos a maioria com três férias atrasadas indo para quatro anos de férias atrasadas. Não recebemos o salário de fevereiro e o hospital está sem diretor e chefe da enfermagem. Ninguém sabe de nada e ficamos nas mãos dessa organização social. Todo mês é essa situação e não aguentamos mais”, contou.

Um colega de serviço também frisou a situação ruim dos trabalhadores além de ressaltar o escândalo envolvendo a aplicações das doses da vacina contra a Covid-19. “Não temos previsão de acerto e agora, por conta desse escândalo da vacina, a gente sairá prejudicado. Está tudo cancelado, até as nossas férias”, pontuou.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), responsável pelo repasse da verba para a organização social, informou que realizou na quinta-feira (18), e sem atraso, o pagamento para a Organização Social (OS) que faz a gestão do Heal, que é a responsável pelo pagamento do salário dos colaboradores. Segundo a direção do Heal os funcionários estão usufruindo do direito às férias, que estão sendo tiradas de forma organizada para garantir a assistência aos pacientes. A direção esclarece que não existe o cargo de “diretor de enfermagem”, e sim o de “gerência geral de enfermagem”, o qual está ocupado e atuante.

ESCÂNDALO DA VACINA

No início dessa semana os investigados pela Polícia Civil e Ministério Público por suspeita de fraude na vacinação contra Covid-19, Rogério Casimiro e Adriana Morais Pereira, foram demitidos da organização social Instituto Sócrates Guanaes, que administra o Heal. No dia 22 de fevereiro o casal já havia sido afastado de suas funções. Os ex-diretores são investigados por terem remanejado doses do imunizante para que fossem aplicados em pessoas de grupos não prioritários. Entre eles dois filhos de Adriana, enteados de Rogério, de 16 e 20 anos. Funcionários do setor administrativo, estagiários e acadêmicos também teriam recebido a dose.

Raquel Morais

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