Funcionários do Azevedo Lima continuam sem receber 13º salário

Raquel Morais

O Natal já passou e se para alguns a tradicional ceia em volta da mesa com a família foi motivo de alegria, para muitos trabalhadores essa cena aparece só em filme. Os funcionários terceirizados do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, que denunciaram na semana passada o atraso no recebimento do décimo terceiro salário, não tiveram motivos para celebrar. O dinheiro não foi pago e a unidade de saúde não deu nenhuma satisfação de quando depositará o benefício, que é direito do trabalhador.

Os trabalhadores continuam afirmando que a informação da direção foi o parcelamento em quatro vezes do 13ª salário, com pagamento da primeira parcela para janeiro de 2021. São centenas de técnicos de enfermagem, enfermeiros e técnicos administrativos, além de auxiliares de serviços gerais. A TRIBUNA noticiou que a princípio a informação foi que o décimo sairia em duas vezes e o primeiro pagamento seria em 20 de novembro e o segundo em 20 de dezembro, o que não aconteceu.

“Meu Natal não foi bom. Tive muitas privações e a situação já está ruim por causa da pandemia. E ficar completamente sem dinheiro é pior ainda. Estamos esperando só promessas para janeiro. Mais até agora nada. Estamos no sofrimento e na incerteza se vamos receber”, desabafou uma técnica de enfermagem que não quis se identificar com medo de represálias da direção.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), responsável pelo repasse da verba, informou que os salários dos funcionários do Heal estão em dia, o repasse de R$ 12.759.708,00 (doze milhões setecentos e cinquenta e nove mil e setecentos e oito reais) ao Instituto Sócrates Guanaes foi feito no dia 15 de dezembro. O pagamento de salários e 13º salário aos funcionários é de responsabilidade da OS. A  direção do Heal afirmou que não há nenhuma novidade sobre o décimo terceiro ainda e nem sobre parcelamento.

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