Funcionários da Upam do Pacheco estão com salários atrasados

Raquel Morais

Mais uma vez os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento Municipal (Upam) do Pacheco em São Gonçalo, reclamam de atrasos nos pagamentos e nos benefícios. Os trabalhadores de vários setores como administração além de técnicos em enfermagem, enfermeiros e serviços gerais afirmam estar sem receber há dois meses, além de estarem com férias vencidas, sem recolhimento de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e benefícios atrasados.

Os trabalhadores, que não se identificaram nessa reportagem com medo de represálias, afirmam que souberam que a empresa que administra a unidade, Organização Social (OS) Espaço Produzir, vai perder a licitação e por conta disso já anunciou que não vai acertar pagamento de ninguém.

“Uma colega de trabalho foi mandada embora após ir na direção da unidade e perguntar sobre o pagamento. Estamos sem nossos salários referentes a dezembro e janeiro, sem passagem para o transporte e só não estamos sem comida, pois almoçamos na própria unidade”, contou uma enfermeira.

Um funcionário do setor administrativo também contou que entrou de férias e não recebeu o valor e nem os adicionais.

“O que adianta entrar de férias e não receber? Eu estou desde junho acompanhando os depósitos do meu FGTS e não estão sendo feitos. Quem trabalha com saúde, trabalha por amor. O que estamos passando é muito triste e revoltante. Acho que tudo fica aina pior pelo momento que estamos vivendo. Estamos na pandemia do coronavírus, arriscando nossas vidas para não ter a remuneração que é de direito. Isso é justo?”, indagou.

A Prefeitura de São Gonçalo foi questionada mas não se manifestou, assim como a Organização Social (OS) Espaço Produzir.

HEAT

Os funcionários do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, na mesma cidade, estão com um problema semelhante em relação aos pagamentos. Eles afirmam que ainda não receberam o dinheiro da rescisão do contrato com a Organização Social Lagos Rio, que administrava a unidade, para a nova gestão da Organização Social Instituto de Desenvolvimento Ensino e Assistência à Saúde (Ideas).

Na semana passada a reportagem de A TRIBUNA fez uma matéria denunciando esse caso, mas de acordo com trabalhadores do complexo hospitalar que também preferem não se identificar, o dinheiro ainda não entrou na conta dos funcionários.

A assessoria da Lagos Rio informou que o Novo Instituto dos Lagos Rio tem feito todos os esforços para quitar as dívidas deixadas pela gestão anterior. O Heat ainda não teve as rescisões quitadas, por falta de recursos. Ainda assim o valor referente a multa rescisória de todos os ex-funcionários foi recentemente recolhido. “Estamos negociando com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) o repasse de custeio que a Instituição tem direito a fim de quitar os compromissos restantes. Seguimos aguardando as providências da SES”, contou Evaldo Vilela, Diretor Administrativo e Financeiro do Instituto.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi questionada sobre esse assunto mas também não se manifestou

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