Funcionários da limpeza estariam dando aula em SG

Anderson Carvalho –

A Secretaria de Educação de São Gonçalo vai promover concurso público para os profissionais de ensino visando suprir a carência no setor na cidade, que está em mais de 200. São principalmente para professores DOC II, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e DOC I, do segundo segmento e o Ensino Médio, além da Educação Infantil, Apoio Especializado, merendeiras, orientador pedagógico e orientador educacional. O edital do concurso está sendo preparado e em breve vai ser lançado. A informação foi divulgada pela pasta ontem.

No último dia 27, o secretário de Educação, José Augusto Abreu, reuniu-se com a direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe) – Núcleo São Gonçalo e representantes do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), quando anunciou a realização do concurso. De acordo com o Sepe-São Gonçalo, mais de 200 professores dobram os horários para suprir ausência de profissionais e não deixar os estudantes sem aulas.

Outro anúncio da pasta é que os kits escolares e uniformes que ficaram faltando aos alunos serão entregues no retorno do recesso, em agosto. A obra da Escola Municipal São Miguel será concluída até o fim do ano.

Denúncia

O Sepe denunciou à pasta também que servidores terceirizados do setor da limpeza estariam sendo usados para dar aulas no lugar de professores ausentes em escolas da rede pública municipal. A entidade relatou ter recebido denúncias sobre a irregularidade e que no último mês soube de dois casos de faxineiros que foram chamados pela direção dos colégios onde atuam para dar aulas em salas onde não havia professores. Explicou que o procedimento é irregular e que no caso de ausência de professor, quem deve dar aula é um integrante da direção que seja também professor. Na rede pública, os funcionários da limpeza são da empresa terceirizada Impacto.

A Secretaria Municipal de Educação informou que desconhece tal denúncia e que vai apurar e responsabilizar quem permitiu uma situação dessas. O Sepe não fez a denúncia à secretaria, é preciso saber em que escola está acontecendo isso para que a apuração completa seja feita. A pasta determinou ainda que é proibido o desvio de função de qualquer funcionário da Impacto, que foi determinado para a limpeza da escola. Caso isso ocorra, a direção do colégio será responsabilizada.

Procurada, a empresa Impacto não se manifestou até o fechamento desta edição.

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