Fotos de desaparecidos poderão ser estampadas no Diário Oficial

Raquel Morais –

Parentes e amigos de pessoas desaparecidas em Niterói podem ter uma injeção de esperança a mais. Se sancionado pelo prefeito Rodrigo Neves (PV), o projeto de lei (PL) n° 193/2015, do vereador Bira Marques (PT), irá permitir a publicação no Diário Oficial do Município de fotos e fatos das pessoas que estão sumidas. A possibilidade animou quem está vivendo com a angústia na espera de uma notícia positiva.

O PL foi aprovado no último dia 16 na Câmara dos Vereadores de Niterói, no Centro, e o prefeito tem 30 dias para sancionar ou não. “Fui secretário de Assistência Social de janeiro de 2013 até março de 2015 e nessa ocasião deparei com diversas situações de pessoas desaparecidas. Por outro lado tínhamos a população de rua que uma boa parte estava em surto mental, por exemplo, perdidas das famílias. Isso me chamou atenção naquele momento que era uma causa importante”, explicou Bira, que também é membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

O político espera que o PL seja aprovado para dar mais visibilidade para a causa dessas pessoas. “O objetivo é juntar essas pessoas e isso é muito importante. São mais de 250 mil pessoas desaparecidas em todo o Brasil e com essa proposta vamos ter uma ideia dos números de Niterói”, completou o vereador.

Quando o assunto é desaparecimento, para muitos niteroienses o nome da menina Polyanna Ketelin, que sumiu no dia 2 de abril de 2015 na Região Oceânica, vem à tona. A possibilidade da aprovação do projeto deixou animada a mãe da menina. “A minha luta será até o dia que encontrar a minha filha. Se aparecer a foto dela no Diário Oficial será maravilhoso”, comentou a dona de casa Marcele Silvério Moreira da Silva, 35 anos.

SÃO GONÇALO
A perseverança em encontrar a filha também está na família Silva. No último dia 17 a adolescente Nathália da Silva, de 17 anos, saiu de casa, em Neves, escondida e não voltou até o fechamento dessa edição. A família conseguiu informações de pessoas que viram a jovem em um ponto de ônibus, aguardando algum coletivo que ia para São Gonçalo. Ela estava vestindo uma calça jeans, um casado vermelho, um chinelo amarelo e segurava um casaco rosa e uma mochila. “Não sabemos o que aconteceu, a Nathália não é uma menina de sair sozinha, não sabemos se ela estava namorando alguém e ela não tinha telefone celular. Estamos angustiados com esse sumiço e contamos com todo apoio e informação para nos ajudar a descobrir onde ela está”, desabafou a dona de casa Sônia Galvão, de 59 anos.

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