Fortaleza de Santa Cruz pode entrar na lista da Unesco

Raquel Morais –

Niterói tem belas praias, é referência em qualidade de vida e possui muitas obras do renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Além de todos esses predicados, a cidade pode ter mais um motivo para sorrir, já que está concorrendo ao título de Patrimônio Mundial da Unesco. E o local escolhido foi a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Jurujuba. O forte faz parte do Conjunto de Fortificações Brasileiras que concorrem ao prêmio, junto com o segundo representante do Rio de Janeiro, a Fortaleza de São João, na Urca. Os dois completam o time com mais 17 edificações em todo país.

Representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Comando Militar do Leste participaram, ao longo dessa semana, da elaboração do dossiê desse conjunto, que tem previsão de conclusão em 2019. O Iphan informou em nota que entre os dias 20 e 22 o Rio de Janeiro recebeu a Oficina de Preparação de Candidaturas para o Patrimônio Mundial, e iniciou as ações para a constituição do Comitê Técnico de candidatura do Conjunto das Fortificações no estado do Rio de Janeiro.

Além de concorrer ao título, o projeto também visa criar uma rota turística pelo patrimônio da cidade, datada de 1578 para defesa do Rio de Janeiro. Além do forte de Niterói e da Urca, outras edificações vão participar do título da Unesco em outros oito estados: AP, BA, MS, RO, PE, RN, SC e SP.

FORTALEZA EM NITERÓI
A Fortaleza de Santa Cruz da Barra começou a ser erguida em 1578 como principal ponto de defesa da cidade do Rio de Janeiro. No início do século XVIII, tornou-se a maior fortaleza da América Portuguesa e sua construção irregular é um testemunho de diferentes estilos e programas defensivos. Ainda é utilizada pelo Exército Brasileiro, que mantém seu próprio programa de visitação turística.

FORTALEZA NA URCA
A Fortaleza de São João foi Instalada no local onde os colonizadores de São Vicente fundaram a cidade do Rio de Janeiro, em 1565, para lutar contra os franceses calvinistas que se estabeleceram na Baía de Guanabara, dez anos antes. Sua construção ocorreu ao longo de quase 300 anos (entre 1602 e 1864) e resultou em três detalhes característicos: traço italiano, uma bateria irregular, e o canal de navegação. Ainda está em uso pelo Exército Brasileiro, funciona também como museu.

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