Forças de Segurança marcam território em São Gonçalo

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (20), militares do Exército, Marinha e Aeronáutica marcaram território nos principais limites entre a Rodovia Niterói-Manilha (BR-101) e bairros do município de São Gonçalo. A movimentação de tropas foi registrada pela segunda vez num intervalo de 48 horas, e que as autoridades da área fizeram questão de frisar que se tratava de ações do tipo GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e que não teria relação a ofensiva da intervenção de Forças Armadas no estado, que ainda estariam em fase de planejamento e dependendo da oficialização do Governo Federal, após aprovação no Senado.

A movimentação de tropas agradou os moradores que, logo pela manhã, na saída para o trabalho, não se queixaram da mobilização de veículos blindados e abordagem de militares a veículos de passeio e motocicletas, à procura de drogas e armas. A ação teve ainda suporte de agentes da Polícia Rodoviária Federal e em outros pontos de policiais militares.

“Com a presença das forças militares nas ruas fica menos tenso pra nós moradores. Estamos torcendo para que essa intervenção seja positiva pra nós. Está cada vez mais difícil sairmos para o trabalho e retornarmos em segurança para casa. O Estado do Rio, como um todo, está muito violento.

Rezamos todos os dias para que nada aconteça nem conosco, nem com nossos entes queridos”, explicou um operário, que deixava sua casa para seguir para o trabalho. A mesma operação conjunta foi desencadeada na noite de segunda-feira, nas regiões que fazem limites do Rio com demais estados. Mais de três mil integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, com policiais civis e militares, homens da Força Nacional de Segurança e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), montaram pontos de bloqueio e fiscalização. Em São Gonçalo, os pontos escolhidos foram Jardim Catarina, Boaçu e principais entradas do Complexo do Salgueiro.

Na avaliação do porta-voz do Estado-Maior em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública, coronel Roberto Itamar, “é a maior operação em termos de abrangência de espaço desde o início da GLO, porque ela vem desde as divisas do Rio com outros estados até as comunidades que recebem as cargas, com três linhas de bloqueio”, referindo-se ao decreto de GLO que permitiu a realização de operações integradas no estado do Rio. O decreto foi assinado em julho do ano passado e renovado para abranger todo o ano de 2018.

As ações persistiram por toda a tarde de ontem e, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, já estavam planejadas antes da publicação do decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio. A medida foi assinada pelo presidente Michel Temer.

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