Foragido da Operação Ábaco, ‘Pimpolho’ é preso em bar de Niterói

Mais um foragido da Operação Ábaco foi capturado em Niterói. As investigações têm como alvo um esquema de extorsão e agiotagem, organizado na cidade, com desdobramentos em outros estados brasileiros. Na noite dessa quinta-feira (23), um dos alvos estava em um bar quando foi capturado.

A ação foi coordenada por policiais civis da 76ª DP (Niterói). De acordo com agentes da distrital, o acusado é conhecido no mundo do crime como “Pimpolho” e tem 41 anos de idade. Havia em aberto, contra ele, um mandado de prisão preventiva por extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Policiais civis conseguiram rastrear a localização do foragido e descobriram, momentos antes da captura, que ele estava em um bar no bairro do Barreto, Região Norte de Niterói. Uma equipe da 76ª DP foi imediatamente mobilizada ao local e conseguiu surpreender o suspeito.

Ainda segundo as investigações, o mandado foi emitido pela 1ª Vara Criminal de Niterói, com base nos dados apurados pela Operação Ábaco. “Pimpolho” não resistiu à abordagem e foi conduzido à delegacia. De lá, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Operação Ábaco

Uma nova fase da Operação Ábaco foi deflagrada na manhã de 16 de setembro. As investigações inicialmente desarticularam uma quadrilha de agiotagem que funcionava no Rio de Janeiro. A apuração feita pelos agentes da 76ª DP conseguiu desdobrar agentes em outras partes do país. Além de Niterói, os mandados de prisão foram cumpridos em outros quatro estados.

Cerca de 30 pessoas foram detidas. A ação ocorreu simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Ceará, Minas Gerais e Espírito Santo, que tem por objetivo cumprir Mandados de Prisão e Busca e Apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal de Niterói. Segundo as investigações, a quadrilha abriu ramificação em outros quatro estados do país e que já chegou a manter 70 escritórios em diversas cidades do Brasil.

Além da prática da agiotagem clássica caracterizada pelos empréstimos a juros abusivos, na maioria das vezes superiores a 30% mensais, a organização criminosa também fazia vítimas cobrando dívidas antigas, que foram contraídas com agiotas que integravam o esquema, mas que já tinham sido quitadas. Inusitadamente eles também praticavam extorsões cobrando dívidas fictícias de empréstimos que nunca existiram. Para aterrorizar ainda mais as vítimas os criminosos utilizavam sites de consulta onde obtinham os dados pessoais de parentes e vizinhos, em seguida telefonavam para eles mandando repassar recados ameaçadores às vítimas com a intenção de que o pavor provocado em todos causasse o pagamento das supostas dívidas.

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