Fluminense elimina o Botafogo em final de jogo polêmico

O Fluminense perdeu mais um jogo decisivo, dessa vez por 2 a 1 para o Botafogo pelo segundo jogo da Semifinal do Campeonato Estadual, neste domingo (27), no Maracanã. Porém, por ter vencido a Taça Guanabara, o tricolor tinha a vantagem do empate no placar agregado, que ficou em 2 a 2, e avançou à final, onde reencontra o Flamengo. Erisson marcou na primeira e na segunda etapa, e Cano descontou nos acréscimos. O fim da partida, foi polêmico. O árbitro da partida, Paulo Renato Moreira da Silva Coelho, terminou o jogo antes de uma cobrança de falta do alvinegro, o que causou revolta nos jogadores do Bota.

O jogo

Foi o time de General Severiano que criou as melhores chances da partida, e buscou mais o resultado. Precisando fazer no mínimo dois gols de diferença no placar para ir à final, o time comandado por Lúcio Flávio, em sua última partida antes da chegada do português Luís Castro, fez uma boa exibição.

A primeira etapa, no entanto, foi pouco movimentada. O Flu até chegou com perigo aos 5’, depois que Luccas Claro cabeceou com perigo em escanteio cobrado por Arias. Mas foi só. Emoção teve em dois lances que terminaram em impedimento, para os dois lados: no Botafogo com Erisson, e no lado tricolor com Martinelli.

Contudo, perto do intervalo o Bota conseguiu encontrar espaços no esquema de três zagueiros de Abel Braga. Foi assim que Chay, aproveitando a desatenção da zaga tricolor, achou um belo passe para Erisson, que tirou dois defensores com muita habilidade, e abriu o placar batendo de baixo das pernas do goleiro tricolor, aos 44.

Mudanças com e sem efeito na segunda etapa

Assim, faltava apenas um gol para a classificação da equipe alvinegra. Mas, novamente, a falta de criatividade nas duas equipes diminuiu o ritmo da partida, que ficou pegado. Abel Braga repetiu a estratégia do primeiro jogo, e desfez a formação original colocando Ganso, Nonato e Cris Dias, nos lugares de Arias, Manoel e Pineida. Não deu certo.

As mudanças de Lúcio Flávio sim, foram mais efetivas, e a defesa tricolor, agora com dois zagueiros, ficou mais exposta. Dois jovens da base entraram no ataque: Gabriel Conceição, retornando de contusão, e Vinicius Lopes (saíram Luiz Fernando e Rikelmi). Dessa forma, o trabalho de Chay ficou facilitado, que cresceu no jogo contando com mais opções ofensivas.

Aos 28’, a torcida do Botafogo explodiu. Localizados no setor Norte, os alvinegros viram Erisson sair cara a cara com Marcos Felipe e fazer o segundo. Mas a comemoração durou pouco, e o árbitro marcou impedimento. Entretanto, o gol anulado motivou torcedores e atletas, que se uniram em sintonia em busca da classificação. Mesmo cansado, o atacante era motivo constante de preocupação dos tricolores. Logo depois, Chay lançou o camisa 89, que soltou uma bomba e tirou tinta da trave. Depois, quando perdeu um contra ataque, o atacante estava bem posicionado dentro da área e recebeu belo cruzamento de Daniel Borges, mas cabeceou pra fora.

Fluminense elimina o Bota em final eletrizante, e polêmico

No minuto 45, enfim, saiu o segundo gol. Mais um cruzamento da direita, mais um de Chay, e Erisson subiu sozinho para colocar, naquele momento, o Botafogo na final, e empatar com Gabigol na artilharia. O árbitro, já havia assinalado cinco minutos de acréscimos, e iniciou toda a polêmica.

Antes, para gastar tempo, Abel colocou Fred em campo, também retornando de lesão. Com a eliminação parcial do Flu, o atacante protagonizou nos minutos finais, com a liderança e experiência que faltava à equipe. A qualidade de Ganso também começou a sobressair nos minutos finais, mas o camisa 10 desperdiçou boa chance de classificar o Flu, quando cabeceou pra fora cruzamento de Nonato aos 47.

A pressão final do Flu fez efeito. Sob a batuta de Fred, o veterano sofreu falta na intermediária, que Nonato pegou para bater e colocou na segunda trave. Ganso chapou e acertou o travessão, mas no rebote, Germán Cano estava atento e diminuiu o placar. Classificando o Flu para a final. O gol, porém, saiu aos 51 minutos, mas antes da falta ser cobrada, o árbitro acresceu mais dois minutos.

Após longa consulta do VAR, no gol que determinou o placar, o apitador Paulo Renato reiniciou a partida e o Botafogo tentou uma cartada final. Fred, contudo, correu para fazer falta no campo de defesa, assinalada pela arbitragem, com o atacante sendo expulso por receber o segundo amarelo. Mas o tempo que teve o Fluminense de levantar a bola na área e garantir a vaga na final, não teve ao Botafogo. O árbitro terminou o jogo, que já estava no minuto 54, um mais do que foi acrescido. Fim de jogo, e início da revolta botafoguense, que partiu pra cima da equipe de arbitragem, rapidamente protegida por policiais do BEPE (Batalhão Especial de Policiamento em Estádios).

Fora o final polêmico, Fluminense e Flamengo se enfrentam em dois jogos para saber quem será o campeão Estadual de 2022. O rubro-negro tenta o primeiro tetracampeonato seguido da história, feito conquista pelo Flu no século passado. O primeiro certame acontece na quarta-feira (30), às 21h30, no Maracanã.

Foto: Maíson Santana / Fluminense

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