Flordelis volta a alegar inocência

Karoline Martins

A deputada Flordelis voltou a alegar inocência ao sair de mais uma audiência do inquérito em que é ré. Ontem (13) foram ouvidos no Fórum
Desembargador Enéias Marzano, em Niterói os delegados Bárbara Lomba Bueno e Allan Duarte Lacerda, que estiveram a frente das investigações feitas pela Delegacia de Homicídios de Niterói em diferentes períodos, além de um perito à serviço do Ministério Público e dois policiais civis. No total as testemunhas de acusação somam 15 pessoas. Após depoimento ao promotor de justiça, as testemunhas foram inquiridas pelos advogados de acusação e defesa. A próxima audiência do inquérito que a deputada federal responde perante a justiça acontecerá no próximo dia 27.

“Eu sou inocente! Eu sou inocente! Eu sou uma mãe separada dos filhos. Será provada (inocência)”, disse a parlamentar ao sair da sessão.

Atualmente quem conduz o caso é o atual titular da especializada Bruno Cleuder em uma terceira fase das investigações. Nela são apurados os envolvimentos de Gérson Conceição de Oliveira, filho de Flordelis, e Gilcinéa Teixeira do Nascimento, conhecida como Néia, cozinheira da casa da família, em envenenamentos à vítima e os envolvimentos de Lorraine dos Santos, neta de Flordelis, e Marcio da Costa Paulo, suspeitos respectivamente de ocultar e destruir provas importantes do crime.

A Justiça enviou notificações a deputada sobre a audiência de ontem (13) nos endereços de Flordelis no Rio e em Brasília e até mesmo através de um aplicativo de troca de mensagens devido a uma dificuldade anterior em notificar a acusada sobre o uso de uma tornozeleira eletrônica.

No dia 18 de setembro, a juíza Nearis dos Santos de Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que a deputada federal Flordelis fosse monitorada através do objeto e ficasse em recolhimento domiciliar das 23h às 6h. A parlamentar, os sete filhos, uma neta, um ex-policial militar e esposa do mesmo são os que figuram como réus na morte do pastor Anderson do Carmo assassinado quando chegava em casa.

Em 28 de outubro durante uma reunião da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados foi decidido sobre o envio do caso Flordelis ao Conselho de Ética. A decisão foi tomada de forma unânime pelos parlamentares e fez parte do andamento do rito que pode resultar na cassação do mandato da deputada e perda da imunidade parlamentar de Flordelis possibilitando a sua prisão pelo crime de homicídio de Anderson do Carmo. O então marido de Flordelis foi morto na garagem de casa no dia 16 em junho do ano passado em Pendotiba, Niterói. A imunidade parlamentar evitou a prisão de Flordelis pelo crime ao qual responde na justiça.

A análise do Conselho de Ética só acontecerá após o retorno das atividades do colegiado que parou as suas atividades em março deste ano por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. O Conselho só retornará depois da aprovação de um projeto de resolução no plenário principal da Câmara. Um projeto de resolução também poderia trazer o retorno das atividades como as da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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