Flordelis pede punição aos culpados mesmo que sejam seus filhos

“Se for provado que foram meus filhos, quero saber o por que, se for provado eu preciso da resposta e do motivo. Eu quero que eles sejam punidos”, disse, nesta terça-feira (25), a deputada federal Flordelis durante uma coletiva de imprensa, em que falou sobre o assassinato de seu marido, pastor Anderson do Carmo. Apesar de dizer que acredita que não foram seus filhos, ao ser questionada se colocaria a mão no fogo por eles, preferiu não responder. Na segunda-feira, a deputada passou cerca de dez horas prestando depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói (DH).
“Por que da dúvida [colocar a mão no fogo pelos filhos presos]; não sei, mesmo sendo mãe não sabemos o que tem no coração das pessoas. Mas eu não acredito [que foram eles os assassinos]. Meu filho [Flávio] quem socorreu, ele quem levou para o hospital. Ele poderia pegar o carro e ter fugido e não o fez. Existem muitas coisas que, como mãe, me fazem acreditar que podem não ter sido meu filho. Eu nunca ensinei meus filhos a revidar um tapa sequer”, contou Flordelis.

Flávio Rodrigues e Lucas dos Santos (o primeiro, filho biológico de Flordelis) estão presos e são os principais suspeitos de envolvimento na morte do pai adotivo, o pastor Anderson do Carmo. Desde que foi preso no velório do pastor, a deputada disse que não teve contato com Flávio e queria conversar com ele, para que o filho pudesse falar a verdade. “Meu maior desejo hoje é ver meu filho Flávio porque eu ainda não o vi. Eu tenho certeza que para mim ele diria a verdade. Meus filhos nunca tiveram o hábito de mentir pra mim”, desabafou.

Sobre os celulares, a deputada contou que não é apegada a aparelhos eletrônicos. Por isso não sabe dizer onde está, uma vez que seu celular sempre esteve na mão de um filho. Em relação ao celular do Anderson, ela acredita que tenha sido furtado, como relógios e joias no dia do homicídio.

“No dia do assassinato, minha garagem permaneceu aberta. Muita gente entrou na minha casa, conhecidas e gente estranha. Não tenho como dizer ao certo quantas pessoas circularam dentro da minha casa. Esse celular [do Anderson] é importante muito mais pra mim do que para a Polícia.

Estão nossos últimos momentos juntos. Queria fazer um apelo e pedir a quem estiver com celular do meu marido que, por favor, devolva”, clamou a deputada, porém ao ser questionada sobre se registrou os furtos ela disse apenas que comentou com a Polícia, mas não fez boletim de ocorrência.
A deputada contou ainda como foram os momentos logo após o homicídio. “Foram quatro tiros seguidos e mais dois. Parecia dentro de casa. Um das filhas subiu o andar assustada porque acordou com os tiros. O Flávio subiu gritando, perguntando o que estava acontecendo. Desceram alguns filhos (inclusive Flávio) quando entrei no quarto, as outras filhas me seguraram porque elas sabiam o que estava acontecendo”, lembrou.

Em relação a uma possível traição do marido, Flordelis descartou essa possibilidade. “A mulher quando é traída desconfia e eu colocaria a mão do fogo por ele. Hoje eu estou junto com a Polícia e me mostrem e provem o que aconteceu. Se foi latrocínio ou se foi assassinato de dentro da minha casa ou de fora. Ninguém, agora, pode afirmar o que aconteceu”.

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