Flordelis foi algemada em audiência de custódia

Algemas, alegação de transtornos psiquiátricos e manutenção da prisão marcaram a audiência de custódia a qual foi submetida a pastora e ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza. Ela foi presa, na noite de sexta-feira (13), acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, em agosto de 2019.

Após ser capturada em sua casa, no bairro do Badu, a líder religiosa foi levada à carceragem da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), que cumpriu o mandado de prisão preventiva. Na sequência, a acusada foi encaminhada Casa de Custódia de Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro, antes de ser transferida ao Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, na Zona Oeste.

No entanto, antes de ser encaminhada à unidade prisional onde está atualmente, Flordelis foi submetida á audiência de custódia, ainda em Benfica. A pastora esteve acompanhada de sua advogada, Janira Rocha, e foi ouvida pela juíza Ariadne Villela Lopes. Segundo ata referente à audiência, a juíza determinou a necessidade de manutenção das algemas em Flordelis, na sala de audiências.

Segundo a magistrada, o objetivo foi garantir a segurança tanto dos internos quanto do público em geral. Além disso, Flordelis alegou possuir transtornos psiquiátricos. A ex-parlamentar afirmou sofrer de isquemia, crise de ansiedade e síndrome do pânico. Além disso, Flordelis disse fazer uso de medicação controlada para tratar dos distúrbios. Agora, a pastora aguarda definição da data em que ela e outros acusados irmão a júri popular.

Flordelis afirmou possui renda superior a R$ 100 mil – Foto: Arquivo

Renda

Em sua declaração, Flordelis já não mencionou a renda que obtinha pelo cargo de deputada federal, cujo mandato foi cassado na última semana. Ainda de acordo com o documento referente á audiência, a ex-parlamentar alegou possuir renda mensal de R$ 100 mil, referente à sua carreira de cantora, além de “cinco salários mínimos” (aproximadamente R$ 5 mil), por exercer as funções de pastora.

Manutenção da prisão

Ainda na audiência, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), representado pela promotora Ana Cristina Villela, pediu a manutenção da prisão de Flordelis, o que foi acatado pela magistrada. É importante ressaltar que a defesa não fez nenhum requerimento relacionado a isso. Por fim, a ex-deputada alegou não ter sofrido maus tratos durante a ação que culminou em sua prisão.

Bangu

Após a audiência, Flordelis foi encaminhada ao Instituto Penal Santo Expedito, que fica ao lado do Complexo do Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. O local é o mesmo onde a neta, Rayane dos Santos Oliveira, se encontra presa desde agosto do ano passado. Rayane também é acusada de envolvimento na morte do pastor Anderson do Carmo, ocorrida em 2019 em Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói. Além delas, está na mesma unidade Andrea dos Santos Maia, mulher de um ex- PM que é acusada de atrapalhar as investigações do caso.

A transferência da ex-deputada descumpre decisão da juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3a Vara Criminal de Niterói, que determinou que Flordelis deveria ficar em um presídio diferente das demais acusadas no processo da morte do pastor. Por sua vez, a secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio informou que manterá Flordelis, Rayane e Andrea em espaços diferentes na unidade e na segunda-feira será enviado um esclarecimento à Justiça sobre a necessidade de transferência de uma das presas para unidade feminina de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

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