Flordelis é intimada a colocar tornozeleira eletrônica em 48 horas

A deputada federal Flordelis dos Santos tem 48 horas para se apresentar na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) para colocar a tornozeleira eletrônica. Ela foi intimada na noite desta terça-feira (7), em sua casa, na Região Oceânica de Niterói. A parlamentar recebeu a intimação às 19h, fora do horário do expediente do Tribunal de Justiça do estado.

Ao acolher um pedido do Ministério Público, a juíza Nearis dos Santos Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou o uso da tornozeleira. Flordelis é acusada de ser mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado.

Em seu relatório, o corregedor da Câmara, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), afirmou que Flordelis não conseguiu provar que não quebrou o decoro parlamentar durante o procedimento aberto na Corregedoria da Casa após uma representação do deputado Léo Motta (PSL-MG) contra a parlamentar.

Bengtson entregou o parecer na quinta-feira (1º) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). No documento, ele recomenda a abertura do processo de cassação do mandato de Flordelis.

Na semana passada, Bengtson afirmou que a deputada não apresentou provas suficientes que refutassem as acusações.

“O que mais me choca são as versões diferentes. Então, cada um tem uma versão diferente. Sobre isso, eu tenho dito: parece um roteiro de filme de Hollywood, mas de um bom roteirista. O parecer está baseado na ausência de provas do contraditório, ou seja, ela não conseguiu trazer para a Corregedoria provas de que ela não quebrou o decoro parlamentar”, declarou o deputado.

“No caso sob exame, o conjunto de indícios, tomados em encadeamento lógico, ainda que não submetidos ao crivo do contraditório judicial, até para os não acostumados à arte de julgar, revela-se suficiente à tomada de decisão por parte desta Douta Mesa Diretora no sentido de formalização de Representação junto ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar”, escreveu o corregedor em seu relatório.

Diante dos fatos, Bengtson diz que há indícios suficientes para abertura do processo por quebra de decoro.

“Por todo exposto, manifesto-me pela formalização de Representação por parte da Mesa Diretora perante o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, pois os fatos descritos no Requerimento de Representação e no Inquérito Policial que o instrui constituem indícios suficientes de irregularidades ou de infrações às normas de decoro e ética parlamentar”.

A falta de decoro é caracterizada pelo abuso das prerrogativas de parlamentar, recebimento de vantagens indevidas ou praticar irregularidades graves no desempenho do mandato que afetem a dignidade da representação popular.

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