Flordelis é interrogada em audiência sobre morte de Anderson do Carmo

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) respondeu hoje (18) a interrogatório durante audiência de instrução referente ao processo sobre a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo. Por aproximadamente 3 horas, ela foi questionada pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, titular da 3ª Vara Criminal de Niterói. Seguindo orientação da defesa, ela se negou a responder aos questionamentos da promotoria do MPRJ e à assistência de acusação.

A parlamentar foi a primeira a ser interrogada entre os réus pelo crime. Outros acusados serão ouvidos durante a tarde desta sexta e em nova audiência, programada para o dia 22 de janeiro, após o recesso do Poder Judiciário. Em suas respostas, Flordelis manteve o mesmo tom que vem adotando durante a investigação: negar qualquer envolvimento com o crime.

Sobre o relacionamento de Marzy e Lucas com o pastor, o relato foi de desentendimentos e até supostos planos para matar o líder religioso, que chegaram a seu conhecimento. O desentendimento com a filha teria sido causada pela exposição, por parte de Anderson, de um erro cometido por ela, perante os membros da igreja.

“Anderson disse que não iria à delegacia para não se expor. Marzy confessou para ele a trama e ele reconheceu que foi duro demais com ela”, explicou Flordelis. “Meu marido não aceitou o envolvimento do Lucas com o tráfico. Lucas era ativo na igreja na operação de som e vídeo”, prosseguiu a deputada, sobre a relação do marido com o filho adotivo Lucas.

Ela também seguiu a estratégia organizada por sua defesa, de trazer o nome de seu filho adotivo, o vereador de São Gonçalo Wagner Andrade Pimenta, o Misael, para discussão. Segundo a deputada, Misael e Anderson administravam o dinheiro de sua carreira artística. Cabe ressaltar que a Polícia Civil concluiu que a motivação do crime foi financeira.

“Isso já acontecia desde o início”, afirmou sobre seu marido administrar sua carreira. “Ele era o articulador de todas as coisas da minha vida, jamais fiquei insatisfeita. Como cantora, eu ficava com 40% [da renda] e o restante ele e o Misael administravam. A receita da igreja também era administrada por Anderson e Misael”, prosseguiu.

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