Flávio Bolsonaro manda PSL deixar base de Witzel, mas libera filiados a manterem cargos

A reunião que aconteceu nesta sexta-feira (27) entre a bancada de deputados estaduais e federais do PSL, com o senador Flávio Bolsonaro, que preside a legenda no Rio, foi bem mais tranquila do que todos imaginavam. Na conversa, foi falado muito mais em “independência” do que em “oposição”. A reação inicial, feita na semana passada, foi de enfrentamento ao Palácio Guanabara e agora foi bem mais leve. Flávio disse que a semelhança ideológica entre as pautas do governo e as defendidas pelo PSL dificultam uma guinada 180 graus. Mas continuou pesando nas críticas ao governador Wilson Witzel, chamado por ele de “ingrato”, por minimizar a importância de Bolsonaro em sua eleição no ano passado e por se colocar como candidato à Presidência em 2022.

Com isso, os secretários de Vitimização, Major Fabiana, e de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues, poderão continuar no governo Witzel, uma vez que, segundo o senador, não foram indicados pelo PSL. Essa semana, o deputado Alexandre Knoploch se posicionou e não deverá retomar o posto de vice-líder do governo na Assembleia Legislativa.

Representando a bancada do PSL, o deputado Doutor Serginho emitiu nota oficial afirmando que ante a ingratidão do governador e a falta de reconhecimento da importância do PSL para sua eleição, a bancada reafirma sua condição de independência e não se sente mais responsável pelas decisões e rumos do governo estadual.

“Como nunca houve qualquer influência do PSL para ocupação de cargos no governo do Estado, a permanência nos mesmos fica a critério dos filiados do PSL que os ocupem. O senador Flávio Bolsonaro reafirma seu compromisso sagrado com a população do Rio de Janeiro, que contará sempre com o PSL e o governo Bolsonaro, em especial para a recuperação do Estado”, conCluiu em nota o deputado líder do PSL na Alerj.

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