Flamengo: “Se ficar um ano sem título renuncio” afirma Marcelo Vargas

Wellington Serrano –

A cidade de Niterói, que tem tradição em ser celeiro de artistas e esportista, agora tem um morador de São Francisco, na Zona Sul, que é candidato a Presidência do Clube de Regatas do Flamengo. O advogado Marcelo Vargas, de 44 anos, que se intitula “o Bolsonaro da Gávea”, respira o pleito que terá definição no próximo dia oito de dezembro, e embora o cenário ainda seja incerto, mesmo com o início da definição de nomes surjiram e alianças que são costuradas ele já desponta com uma proposta desafiadora pela Chapa Branca.

O cenário começa a se desenhar. Nessa semana terça, Marcelo Vargas esteve na redação de A TRIBUNA para apontar os rumos que o rubro-negro vai tomar com a sua gestão. O seu nome é bem-visto até pela sucessão. No pleito, com Bandeira e Márcio Braga, Ricardo Lomba, vai concorrer pela Chapa Rosa, Rodolfo Landim vai pela Chapa Roxa. O vice-geral Maurício Gomes de Mattos também é pré-candidato. Marcos Bráz é outro que tem influência e pode concorrer. Candidato em 2015, Cacau Cotta deve vir novamente.

Membro do Conselho Deliberativo há 10 anos e ex-presidente da torcida organizada Jovem Fla, Vargas fez críticas a situação e ao que chamou de “situação paralela”, referindo-se ao grupo de Rodolfo Landim. Ele antecipou que seu vice-presidente geral Mauro Serra será seu vice de futebol – Serra é ex-diretor do clube. Também um supervisor para o futebol, Guilherme Kroll.

“Não vai ter panela do futebol na minha gestão. Também não vou ficar em vestiário fazendo oração. Não vou ser amigo de jogador, por que vou fazer uma cobrança hierárquica. Não dá para o Clube, só em 2017, arrecadar R$ 650 milhões e gastar R$ 350 milhões. Não vai ter suplementação orçamentária. ‘Vai ter que fazer time campeão com isso aqui’. Vamos gastar o que está orçado. E tem mais: se eu ficar um ano sem ganhar título vou renunciar. Se não ganhar a Libertadores em três anos não disputo à reeleição” prometeu Vargas.

Do grupo “Fla Tradição” Vargas está no Flamengo há anos, seu pai era sócio patrimonial. “Fiz escolinha do Zico e depois enveredei para as arquibancadas. Fui presidente da Torcida Jovem do Flamengo e vivi o Flamengo a minha vida toda”, declarou.

Na política do Clube há mais de 10 anos o niteroiense tem orgulho de dizer que é o único candidato que já é presidente de Clube. “Sou o único candidato presidente do Copaleme Praia Clube e no Fla são 10 anos de Conselho Fiscal, oito anos como membro do Conselho Deliberativo e acompanhamos as últimas administrações. A segunda gestão do Márcio Braga, a da Patricia Amorim e o primeiro mandato do Eduardo Bandeira de Mello. Podemos ver os pontos positivos de cada administração, seja do Márcio, da Patricia e do Bandeira. Não chegamos agora no Flamengo, conhecemos os pontos prós e contras de cada um”, avisou o candidato.

CANDIDATURA — Segundo Vargas, hoje existe uma situação no Flamengo que dificilmente se imaginava. “A gente tem dinheiro, mas infelizmente o dinheiro está sendo mal aplicado, principalmente no futebol. Não é só isso. Somos a primeira oposição, não ao Flamengo, mas contra esse sistema que foi aplicado desde antes da primeira eleição. Agora, várias dissidências dizem que são oposição. A gente é o primeiro grupo a dizer que não ia dar certo a forma como o Flamengo estava sendo administrado. O custo x benefício do futebol é horrível. As pessoas que chegaram ao Flamengo não conhecem o futebol e não conhecem o Flamengo”, criticou.

PROPOSTAS — Entre as principais propostas Vargas disse que vai fazer uma auditoria nas contas do Flamengo. “Vamos fazer auditoria. Nossa torcida está triste. Vou estar na arquibancada durantes os jogos como sempre fui. Não vou para tribuna. Vamos trazer de volta Fla vencedor e popular”, disse.

O candidato disse que na sua gestão o sócio-proprietário vai ser respeitado. “A maioria não está indo mais na Gávea. Eles não estão felizes. Vamos trazer de volta”. Sobre os esportes olímpicos ele disse que fazer uma reserva orçamentária. “Assim que souber o orçamento de 2019 vou definir uma porcentagem para os atletas olímpicos.

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