Flamengo joga mal e perde em noite de Maracanã com torcida

Péssimo primeiro tempo tira do rubro-negro carioca a chance de decidir a Copa do Brasil

O favoritismo, no futebol, por vezes, é mais adversário do que aliado de um time. Com todas as circunstâncias do jogo a seu favor, o Flamengo, jogando em casa, contando com apoio da torcida e com um time tecnicamente melhor, levava a melhor sobre o Athletico Paranaense em tudo. Até a bola rolar. Porque depois que o jogo começou, eram 11 jogadores contra 11, num duelo em que o espírito coletivo atleticano superou as qualidades individuais flamenguistas, de um grupo de jogadores que não se encontrou em campo, principalmente no primeiro tempo. O resultado final, registrado no Maracanã, elimina o Flamengo da Copa do Brasil.

A partida começou em ritmo intenso, com o Athletico adiantando suas linhas e fazendo marcação alta. Logo aos 2min, Filipe Luís e Renato Kayzer se estranharam. O árbitro Wilton Pereira Sampaio precisou chamar os dois jogadores no meio de campo para uma conversa. Mas aos 4min, o contato entre os dois jogadores provocou o primeiro lance capital do jogo: dentro da área, Filipe Luís errou a bola, e tocou o pé de Kayzer. Após muita reclamação dos athleticanos, e quase 5 minutos de VAR, o pênalti foi marcado e convertido, aos 9 min, por Nikão, inaugurando o placar no Maracanã.

O Flamengo sentiu o gol e a pressão de estar atrás no placar. Aos 13min, Willian Arão recebeu cartão amarelo por entrada dura em Kayzer. Aos 16, foi a vez de Gabigol se envolver em confusão no meio de campo.

Mas a chance do empate do Flamengo a partida surgiu aos 20min, após Andreas sofrer falta de Erik, que acabou punido com cartão amarelo. Andreas cobrou e a bola acabou ficando na barreira. Na sequência do lance, bola cruzada na área e isolada por Léo Pereira.

Aos 31 da primeira etapa, outra polêmica, após jogada envolvendo o zagueiro Thiago Heleno e o atacante Bruno Henrique: pênalti marcado para o Flamengo. Após 4 minutos de revisão do lance, o árbitro entendeu que o lance não foi faltoso, desmarcando a penalidade máxima.

A chance mais real de gol para a equipe do Flamengo no primeiro tempo foi aos 41 minutos, em uma bicicleta de Vitinho bem defendida pelo goleiro Santos. O rubro-negro carioca seguiu pressionando, ocupando o campo de ataque. E acabou dando oportunidades de contra-ataque ao adversário. Aos 46, Nikão recebeu boa bola, em velocidade, na entrada da área, mas Filipe Luís interceptou e salvou. Mas num outro contra-ataque, aos 52, não teve jeito: troca de passes entre Kayzer e Nikão que, por último, bateu cruzado, e Diego Alves engoliu o frango: 2×0.

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Michael no lugar de Diego. A alteração fez diferença. Nos onze primeiros minutos da etapa complementar, o Flamengo produziu mais do que em todo primeiro tempo. Com menos de 1min, Michael fez boa jogada pela esquerda, e fez boa assistência para Bruno Henrique, que chutou bem para a boa defesa de Santos. Aos 5min, Andreas Pereira bateu com força de fora da área, mas Santos novamente agasalhou. Aos 7min, Michael fez a festa dentro da área, bagunçou a defesa do Athlético, e chutou para uma defesa milagrosa de Santos, que ainda contou com a ajuda do travessão.  E aos 11, numa cobrança de escanteio, Léo Pereira cabeceou a bola na rede, mas do lado de fora.

Michael seguiu criando as melhores jogadas para o Flamengo, com o sistema defensivo do Athlético neutralizando as ações ofensivas.

Com o placar inalterado, aos 21, Renato tirou Filipe Luis para colocar Ramon. Em seguida, Alberto Valentin fez duas substituições: Christian no lugar de Kayzer; e Pedro Rocha no lugar de Terans. Aos 30, Renato fez mais três substituições: Matheuzinho no lugar de Isla; Vitinho no lugar de Arão; e Kenedy no lugar de Everton Ribeiro. Valentin também mexeu: Zé Ivaldo no lugar de Pedro Henrique; Khellven no lugar de Marcinho. Mas Khellven jogou apenas 3 minutos, pois foi expulso, por entrada dura em Ramon. Aos 39, cartão para Kenedy, por falta em Cittadini.

Aos 43 minutos, quando a torcida começava a aumentar a intensidade dos xingamentos ao técnico Renato Gaúcho, Zé Ivaldo roubou bola na defesa, lançou no ataque para Pedro Rocha, correu para receber a bola na frente e dar números finais ao jogo: Athletico 3×0.

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