Fiocruz vai produzir 11 milhões de testes até setembro

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, anunciou que até setembro deste ano serão produzidos e entregues 11 milhões de testes para detecção do coronavírus. A declaração foi feita durante o debate online realizado pelas comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O encontro com o tema “120 anos da Fiocruz e a luta contra a pandemia”, realizado ontem faz parte do ciclo de debates “Ciência e Soberania Nacional”.

“Temos um trabalho dedicado aos testes diagnósticos moleculares (PCR) para detecção do vírus no início dos sintomas na Bio-Manguinhos, que também produz vacinas em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP)”, explicou Nísia.

Ela disse ainda que foi criado um centro hospitalar dedicado a Covid-19, com 195 leitos.

“Essa unidade depois será importante para atendimento de outras pesquisas sobre doenças infecciosas”, disse Nísia.

Quanto à vacina para combater a doença, ela destacou que o assunto ainda é um grande desafio.

“Temos um grupo de pesquisa dedicado de Minas Gerais e estamos ainda discutindo o tema com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde para construir matrizes sobre qual caminho o Brasil deve seguir no prazo mais curto possível. A Bio-Manguinhos tem um papel fundamental para a elaboração dessa vacina”’, ressaltou a presidente da Fiocruz.

Flexibilização

Sobre a retomada gradual das atividades econômicas na cidade do Rio de Janeiro, após um plano elaborado pela prefeitura do Rio, Nísia disse que o risco de contaminação ainda existe até por causa da “subida da curva” do vírus.

“A população ainda não tem imunidade para a doença. Vejo esse afrouxamento como uma preocupação se não houver medidas de vigilância ativas”, alertou.

CASOS

Segundo a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES), na tarde de ontem o Estado do Rio registrou 5.686 mortes e 56.732 casos confirmados de coronavírus. Foram 224 mortes e 2.202 casos confirmados em 24 horas. No entanto, a SES esclareceu que os casos e óbitos registrados no boletim não ocorreram nas últimas 24 horas, essa é a data de registro no sistema. Há ainda 1.204 óbitos em investigação e 265 foram descartados. Até o momento, entre os casos confirmados, 41.838 pacientes se recuperaram da doença.

NOVO RECORDE

O Brasil quebrou o recorde diário de mortes com os registros das últimas 24 horas pelo novo coronavírus (Covid-19), com 1.262 óbitos. As informações foram divulgadas em boletim do Ministério da Saúde na noite de ontem. Dessa forma o país chegou ao número de 31.199 casos totais do novo coronavírus desde o dia 26 de fevereiro. Também foram registrados nas últimas 24 horas novos 28.936 casos confirmados da Covid-19, totalizando 555.383 ocorrências no acumulado.

O Ministério ressaltou que os boletins de ontem apresentam números acima da média, porque muitos dados das secretariais estaduais não são enviados em um fluxo normal aos finais de semana.

A taxa de recuperação segue na média de 40,3%, com 223.638 pessoas tendo conseguido se descontaminar da Covid-19. Já a taxa de letalidade estabilizou na marca de 5,7%.

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