Fiocruz inicia processo de envasamento de vacinas com IFA enviado da China

AUGUSTO AGUIAR

Está prevista para o dia 15 de março a entrega do primeiro lote de vacinas produzidas pela Fiocruz, após a chegada da China, no último dia 6, do Ingrediente Farmacêutico  Ativo (IFA), insumo necessário para o início dessa produção. O processo de envase começou na sexta-feira (12). O compromisso é a entrega de 100,4 milhões de doses até julho e mais 110 milhões ao longo do segundo semestre. Cada frasco vai conter cinco doses. O primeiro lote enviado pelo governo chinês contém cerca de 90 litros de IFA, suficientes para produção de 2,8 milhões de doses, do total de 15 milhões a serem recebidos ainda em fevereiro. Em vez de uma remessa mensal de dois lotes como anteriormente acertado, a Fiocruz receberá três lotes neste mês.

A partir do recebimento desses insumos, a Fiocruz tem previsão de entregar ao Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde 1 milhão de doses, que está prevista na semana entre 15 a 19 de março. De acordo com informações, envase já está ocorrendo, com capacidade para 700 mil doses por dia. “Já no final de março, uma segunda linha entrará em operação, permitindo o envase de até 1,3 milhão de doses diárias. Com isso, a Fiocruz vai praticamente dobrar as entregas em abril, quando passará de 15 milhões de doses para, aproximadamente, 27 milhões de doses”.

Otimizando a produção

A principal aposta é o acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para produzir, no Brasil, a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford.

“A decisão por dividir a remessa inicial em três lotes tem o objetivo de otimizar o início da produção industrial, garantindo a produção dos lotes necessários à validação do processo produtivo. O recebimento dos próximos lotes de fevereiro está previsto para os dias 23 e 28”, informou a Fiocruz, através de sua assessoria.

Os novos dados divulgados sobre a eficácia da vacina Covid-19 de Oxford-AstraZeneca, que a Fiocruz está produzindo no Brasil, reforçam a necessidade de se manter o protocolo do intervalo longo entre as doses, de três meses, para uma taxa maior de eficácia. De acordo com os estudos, a primeira dose da vacina já garantiria a eficácia geral de 76%, dos 22 aos 90 dias após a aplicação, uma informação importante que pode subsidiar decisões dos planos de vacinação, já que o número de vacinas disponível ainda é escasso em todo o mundo.

“Depois desse período, com uma segunda dose de reforço, a eficácia da vacina sobe para 82,4%, confirmando dados da produção de anticorpos”.

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