Fim de ano: tempo de economizar na compra do material escolar

Aline Balbino

Fim de ano não é ideal apenas para curtir as festas, mas sim para adiantar as compras do material escolar. Muitas escolas já liberaram a lista. Os pais ou responsáveis por estudantes de escolas particulares já podem começar a pesquisar preços, até porque a diferença é muito grande. Em três papelarias de Niterói pesquisadas pela reportagem de A TRIBUNA, sendo uma em Icaraí e duas no Centro, o preço da mochila, por exemplo, pode ter uma variação de 44%. O lápis de cor tem diferença de mais de 100%. O caderno com 96 folhas, está 21% mais barato numa papelaria na Tids.

Segundo o economista Cláudio Consídera, esse é o momento de procurar preços baixos e, assim que encontrar, comprar. Ele explicou que muitas papelarias ainda estão com estoques de produtos antigos e isso é positivo, pois os materiais acabam saindo mais em conta. A partir de janeiro, os preços podem sofrer reajustes e novos produtos chegam às prateleiras com valores atualizados e, possivelmente, mais caros.
“Comprar fora da escola normalmente é mais barato. O ideal é sempre comprar antes porque o estoque anterior é mais em conta. Vale a pena pesquisar e comprar. É bom verificar preço em três ou quatro papelarias”, disse o economista.

A doula Fernanda Nogueira, de 28 anos, já está se preparando para a lista do filho. Ela explicou que pagará uma taxa para que a escola compre os materiais porque não tem tempo para fazer pesquisa de preço.

“Eu vou pagar uma taxa na escola e eles comprarão. Eu confio no preço dele (colégio), que não é alto. Como não tenho tempo, essa foi a alternativa que encontrei. Mas realmente a lista de material assusta porque os valores são muito altos e é muita coisa para comprar. Coisas que eles nem podem cobrar. Nessa escola nova, a gente compra pouca coisa porque eles reciclam muito material”, disse.

Felipe Reis, dono da Papelaria Icaraí, em Icaraí, informou que as pessoas na Zona Sul têm o hábito de comprar o material escolar com mais antecedência. Devido a crise, ele acredita que os clientes vão aderir a produtos mais baratos.

“Eu acho que quem comprava uma caixa de lápis de cor de 48 unidades, vai aderir a de 24. O material letivo de 2017 já está disponível, é só comprar. Eu aconselho comprar antes por causa dos reajustes. Ano que vem já pode ter aumento”, disse.

Lista menor e mais barata
Uma escola em Icaraí decidiu aderir a uma lista de material bem menor, com valores que não passam de R$ 250. Outra escola do mesmo bairro decidiu há alguns anos reutilizar materiais reciclados no lugar de produtos novos. Isso tem gerado uma economia grande para o bolso dos pais de alunos.

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