Feriado de praia cheia em Niterói

Raquel Morais –

Sol e muito calor. O niteroiense teve que ter muita disposição para curtir o feriado de Proclamação da República (15). As estradas ficaram lotadas para quem escolheu a Região Oceânica como rota para a diversão. Já no Campo de São Bento, em Icaraí, a melhor opção foi pedalar para curtir o parque. E quem preferiu fugir de confusão optou pela pescaria na Litorânea, na Boa Viagem, com direito a muita sombra e água fresca.
Na Praia de Piratininga o movimento foi grande na areia e na rua. O niteroiense teve que ter muita paciência para encontrar uma vaga para estacionar e, além da sorte, teve que desembolsar uma grana para pagar os ‘flanelinhas’.

“Tive que pagar dez reais para estacionar adiantado. Eu preferi pagar do que ficar na praia preocupada com meu carro”, comentou uma aposentada que preferiu não se identificar.

A produtora de eventos Nilda Terra esteve na praia apenas para caminhar durante a manhã, conseguiu um ‘descontinho’ e pagou R$ 5. “Eu resolvi curtir o dia bonito com uma caminhada. Durante o trabalho não tenho tempo para caminhar com tranquilidade. Foi um dia abençoado”, explicou.
Já o chef de cozinha Amaro César Melo, de 54 anos, trocou o calor das panelas pelo do sol. Ele foi curtir o feriado pescando na Boa Viagem.

“Mesmo que não fisgue nenhum peixe eu amo pescaria. É uma distração maravilhosa, penso na vida, fico em contato com a natureza e ainda ponho o papo em dia com minha esposa”, contou. A cuidadora Rita de Cássia Souza, 57 anos, ainda colocou o biquíni e, enquanto arrisca jogar o caniço, pega um bronze. “Aprendi a pescar com meu marido e é uma terapia. Nos divertimos muito”, sintetizou.

Quem optou pela sombra do Campo de São Bento foi a vendedora de seguros Vanessa Costa, de 29 anos. “Peguei meus primos pequenos e resolvi fazer a bagunça fora de casa. Comprei biscoito de polvilho, dei sorvete e deixei eles se sujarem nos brinquedos. Ser criança é isso”, enumerou a niteroiense.

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
A Proclamação da República Brasileira aconteceu no dia 15 de novembro de 1889. Resultado de um levante político-militar que deu início à República Federativa Presidencialista. Fica marcada a figura de Marechal Deodoro da Fonseca como responsável pela efetiva proclamação e como primeiro Presidente da República brasileira em um governo provisório (1889-1891). Marechal Deodoro da Fonseca foi herói na guerra do Paraguai (1864-1870), comandando um dos Batalhões de Brigada Expedicionária. Sempre contrário ao movimento republicano e defensor da Monarquia como deixa claro em cartas trocadas com seu sobrinho Clodoaldo da Fonseca em 1888 afirmando que apesar de todos os seus problemas a Monarquia continuava sendo o “único sustentáculo” do país, e a república sendo proclamada constituiria uma “verdadeira desgraça” por não estarem, os brasileiros, preparados para ela.

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