Feminicídio no Plaza: Justiça quer confirmar insanidade mental de acusado

A Justiça quer confirmar se Matheus dos Santos da Silva, acusado de feminicídio contra Vitórya Melissa Mota, em junho do ano passado, de fato possui insanidade mental. O suspeito está preso desde 2 de junho do ano passado e teve o julgamento, que aconteceria no último dia 6 de dezembro, suspenso após ser instaurado incidente de insanidade mental sobre ele.

Em despacho, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, titular da 3ª Vara Criminal de Niterói, onde corre o processo, determinou que fosse expedido mandado de busca e apreensão do laudo relativo ao incidente de insanidade. No dia 11 de março deste ano, após adiamento do júri, Matheus foi submetido à perícia a fim de aprofundar sua condição psiquiátrica.

“Defiro a expedição de mandado de busca e apreensão do laudo relativo a incidente de insanidade mental instaurado com relação ao acusado, tendo em vista o decurso do prazo legal sem que fosse efetivada a vinda da peça técnica”, escreveu a magistrada, em seu despacho.

Vitórya foi morta a facadas há quase um ano – Foto: Reprodução/Redes sociais

O júri popular de Matheus foi adiado após avaliação preliminar apontar suspeita de psicopatia. Na ocasião, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) explicou porque, assim como a defesa do acusado, pediu instauração de incidente de insanidade mental. O órgão afirmou que, antes do acusado ser submetido ao Tribunal do Júri, será fundamental que haja uma avaliação psiquiátrica definitiva, para atestar suas reais condições.

Crime bárbaro

A jovem Vitórya Melissa Mota, de 22 anos, morreu após ser esfaqueada, na praça de alimentação do Plaza Shopping, no começo da tarde de 2 de junho de 2021. O autor do crime, Matheus, foi preso em flagrante por policiais civis da 76ª DP (Niterói), que almoçavam no local. A jovem foi socorrida ainda com vida, mas morreu no Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL) no Fonseca, Zona Norte da cidade.

A defesa de Matheus foi procurada pela reportagem, mas, até o fechamento deste texto, não havia se manifestado.

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