Feiras dos Circuito Arariboia de artesanato estão de volta na cidade após paralisação

Após cerca de oito meses de paralisação, as feiras de artesanato e orgânicos, que são uma atração à mais na cidade, estão volta à Niterói. Atendendo aos protocolos de prevenção contra o coronavírus, as quatro feiras que compõem o Circuito Arariboia voltam a funcionar, desde ontem. Com dias e horários diferentes, as feiras trazem de volta o colorido e a beleza do artesanato, além do verde dos produtos orgânicos, após a ausência, que havia deixado saudade. Todos os produtos expostos são feitos pelos artesãos e produtores cadastrados na Economia Solidária (Casa Paul Singer).


As feiras que compõem o Circuito Arariboia ficam localizadas nos bairros do Centro, Icaraí e Itaipu. No Centro, a feira reabriu ontem, ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart, na Avenida Visconde do Rio Branco, das 10h às 19h, além dos dias 26 e 10 de dezembro. São mais de 25 barracas, com produtos artesanais, trabalhos manuais, produtos orgânicos e arte popular.

No Campo de São Bento, a feira acontece no primeiro e terceiro sábado do mês, em Itaipu, na Região Oceânica, aos sábados, das 6h às 14h, na Praça das Amendoeiras, junto ao ponto final do ônibus 38A. Em Icaraí, a feira funciona na Praça Dom Navarro, na Avenida Almirante Ary Parreiras, no próximo dia 20 e 18 de dezembro.

As feiras do Circuito são cadastradas no Fórum de Economia solidária e no Centro Público, Casa Paul Singer – primeiro Centro Público de Economia Solidária do Estado do Rio. Conhecida como“Casa Azul”, o espaço realiza cadastramento, capacitação, organização e inserção dos produtores locais em diversas frentes econômicas. A coordenadora da Casa Paul Singer, Jaçanã Bouças, explicou que durante a pandemia, os donos de empreendimentos de Economia Solidária passaram por um treinamento sobre atendimento com segurança.

“Os empreendedores passaram por treinamento para atenderem seus clientes com segurança. Eles seguiram todos os protocolos de higiene e proteção individual para reduzir o risco de contágio. O uso de máscaras é obrigatório para expositores e clientes e, em todas as barracas, dever conter álcool 70% para higienização das mãos e manter os produtos à venda também higienizados”, explicou a coordenadora.

Coordenadora da feira situada junto ao Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, Elza Garcia estava otimista quando ao retorno dos artesãos ao trabalaho presencial. “Estamos hoje retornando com todo o protocolo de segurança e buscando uma nova economia para podermos dar uma respirada (economicamente falando). Também estamos realizando nossas feiras de forma online, da Economia Solidária. Temos artesãos que apresentam seus produtos para realizarmos as vendas. Temos que nos reinventar”, afirmou.

Elza acrescentou ainda que durante esse período de pandemia, que os artesãos foram forçados a se reinventar, o que serviu como desafio a novas possibilidades, ter um novo caminho. “Não estávamos acostumados a tecnologia. Hoje é essencial que você entre nessa área. O retorno ao presencial veio a somar. A expectativa é que nesse fim de ano tenhamos boas vendas porque a recessão está muito grande. No terminal os produtos são mais artesanais, e trazemos um diferencial para o público. São produtos exclusivos, e o artesão faz praticamente é único. Não é arte repetiviva”.

As barracas deverão manter um distanciamento de 1,5 metros em ambientes abertos e de 2 metros em ambientes fechados. O acesso dos artesãos às barracas deve ser feito apenas pela parte de trás, evitando a circulação pelas laterais e frente, facilitando o distanciamento interpessoal com os clientes.

Jonatan Machado da Fonseca, um professor de 25 anos, morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, explicou que veio à Niterói para resolver compromissos pessoais, quando lembrou-se do aniversário de sua mãe, e a feira foi a solução original encontrada para surpreendê-la positivamente. “Eu decidi comprar um presente para minha mãe. Estou olhando os produtos. Vou ver se encontro algo. Estou evitando de entrar em lojas para evitar a aglomeração e os riscos na pandemia. É uma vantagem de ser ao ar livre”

A Casa da Economia Solidária Paul Singer, inaugurada há pouco mais de um ano, fica localizada na Avenida Amaral Peixoto, 901, no Centro de Niterói. O espaço tem gestão compartilhada entre a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) e o Fórum Municipal de Economia Solidária de Niterói, com recursos de convênio firmado com o extinto Ministério do Trabalho/Secretaria Nacional de Economia Solidária.

Entre os profissionais atendidos pela Casa da Economia Solidária Paul Singer estão produtores e comerciantes de orgânicos, pescadores artesanais, marisqueiros, maricultores, catadores de material reciclável, cooperativas de reciclagens, artesanato, moda, decoração, arte, gastronomia, bebidas artesanais, cultura, literatura, agricultura familiar, serviços diversos, entre outros. Mais informações sobre a programação das feiras pode ser obtida pelo telefone 2717-8350 ou através do e-mail coordenaecosol@gemail.com.

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