Federação de moradores monta projeto sobre hortas comunitárias

Raquel Morais

Usar um terreno abandonado para plantar, colher e doar alimentos para as famílias que precisam. Este é o conceito de horta comunitária que, infelizmente, possuem poucos exemplos práticos em Niterói. A cidade tem 115 comunidades vinculadas à Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit) e apenas no Barreto funciona a única horta comunitária reconhecida pelo órgão. Mas essa realidade pode estar perto de ser mudada, já que um projeto, para expandir esse movimento da Zona Norte está em produção pela federação.

O presidente da Famnit, Manuel Amâncio, explicou que o projeto será desenvolvido para ano que vem e consiste em uma hora em cada comunidade de Niterói.

“Precisamos de espaços, que podem ser terrenos baldios, e assim os moradores ajudam no plantio e na colheita. Isso é para benefício dos moradores. O projeto é antigo ainda do governo Godofredo Pinto mas acabaram as hortas e não foi mais para frente”, frisou.

Na Zona Norte, mais especificamente na Travessa Capitão Mário Tinoco, no Barreto, a pandemia do coronavírus fez os moradores se unirem e montarem a primeira horta comunitária.

“No início da pandemia nós ficamos com medo de acabar a comida. Foi uma corrida aos mercados e naquele momento pensamos em garantir algum alimento para a mesa. Plantamos de tudo um pouco. Muitos moradores apoiaram a capinar o espaço e a plantar”, explicou o presidente da Associação de Moradores e Amigos do Barreto, Luiz Henrique Ribeiro da Silva.

Os moradores do Barreto já estão literalmente colhendo os frutos dessa ação. Foram plantados verduras, legumes, frutas e hortaliças, como por exemplo, bertalha, abóbora, aipim, couve, alface, cebola, pitanga, goiaba, araçá, abacate, abacaxi, hortelã pimenta, salsinha, cebolinha, pimentão e muitos outros alimentos. Também são criados frangos para retirada de ovos orgânicos.

“Recebemos lixo orgânico e alimentamos as galinhas e adubamos nossa terra com compostagem”, frisou Luiz Henrique.

Quando é dia de colheita os produtos são colocados em caixotes para a população pegar. A última ação foi a doação de alface e o motorista Marcos Santos, de 52 anos, foi um dos moradores agraciados.

“Eu já plantei e também já colhi e é uma sensação muito boa. Acho que essa ação ajuda as pessoas da comunidade e é muito útil”, resumiu.

Outras cidades

O município de Maricá conta com oito hortas comunitárias em diversas regiões da cidade. A maior é a horta comunitária do Manu Manuela, e as outras ficam na: Pedreira, Bambuí, Inoã, Itaipuaçu, Guaratiba (Orla de Guaratiba), Parque Nanci e Araçatiba (Praça Agroecológica).

Já na cidade de São Gonçalo existem regulamentadas algumas hortas escolares. A administração municipal explicou que esses projetos são desenvolvidos pela Secretaria de Educação (Semed) através do projeto Agricultura Viva, onde algumas escolas estão cultivando hortas escolares de acordo com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS/FAO).

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