Fechamento de escolas no Rio vai durar pelo menos mais três meses

O secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, afirmou na terça-feira (24) que o fechamento das escolas públicas e particulares por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19) vai durar, pelo menos, três meses, mas que a paralisação pode se estender por mais de seis meses ao falar sobre os métodos de avaliação. O primeiro decreto do governador Wilson Witzel (PSC), assinado no dia 13 de março, estabeleceu a suspensão das aulas por 15 dias. Com isso, a volta às aulas na rede pública estadual, prevista para 30 de março, será adiada.

O secretário de Educação falou sobre o ensino a distância durante a suspensão de aulas presenciais, e outras medidas que serão adotadas no período de quarentena.

“Não temos como estabelecer prazo. Na melhor das hipóteses isso dura um mínimo de três meses, podendo durar em torno de seis meses”, afirmou o secretário, durante transmissão pelo Facebook.

Ao discorrer sobre as dificuldades do ensino a distância, Pedro Fernandes afirmou que o governo negocia a implantação da plataforma Google Classroom, já utilizada em algumas escolas particulares, embora muitos alunos da rede pública não tenham computador ou internet em casa.

Mas, segundo o secretário, “esse grupo seria identificado e receberia o material didático impresso”, disse Pedro ao confirmar que fará uma avaliação para que, quando as aulas retornarem, se necessário for, para um reforço presencial, para que o aluno possa recuperar esse conteúdo perdido”, afirmou.

A ideia é manter os 200 dias letivos, mesmo que a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LBD) permita que diante da pandemia do coronavírus os estados terminem o ano letivo de 2020 com menos dias. O objetivo da Seeduc é não prejudicar nem desestimular os alunos durante o período de quarentena. As horas de aulas à distância serão contadas como horas-aula normais – disse o secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes.

As escolas particulares que não tiverem a própria plataforma, a Secretaria de Educação buscará a viabilização deste serviço junto a Google. A Seeduc também fornecerá o conteúdo didático para os colégios privados, caso necessário.

As escolas da rede pública estadual com cursos técnicos articulados ao Ensino Médio; no modelo de educação integral; que ofertam Curso Normal (Formação de Professores) e vocacionadas ao Ensino Cívico-Militar terão inicialmente as disciplinas básicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no formato online e, posteriormente, a parte teórica das matérias específicas será disponibilizada na plataforma. Após o retorno das aulas presenciais serão aplicadas as disciplinas práticas. O estágio dos alunos do Curso Normal retornará após a normalização das aulas presenciais.

Em relação à merenda, o secretário de Estado de Educação também ressalta que os estudantes cujas famílias são beneficiárias do Bolsa Família receberão uma assistência quanto à alimentação.

“As direções dos colégios relacionarão esses estudantes para que a Seeduc viabilize recurso junto ao Governo do Estado para a alimentação dos jovens, uma vez que muitos têm como refeição principal a merenda servida nos colégios”, declarou Pedro Fernandes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

10 + 8 =