Febre Mayaro inspira alerta para população

Raquel Morais

Ela não é nova para para os estudiosos da área de saúde, mas inspira cuidados para a população: a Febre Mayaro é um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Albopictus, além da Dengue, Zika e Chikungunya. Apesar de não ter registro no Rio de Janeiro e ser mais comum em áreas de florestas no Norte do Brasil, a doença só reforça a importância da ação individual da população.

A recomendação é da virologista Izabel Paixão, do Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). “Onde há água parada, nem que seja em pouquíssima quantidade, existe a possibilidade da reprodução do mosquito. Trabalhei muito anos estudando esse vírus e ele é muito conhecido no meio científico. Não existe motivo para pânico mas especula cuidados”, explicou. Izabel também explicou que os sintomas da Febre Mayaro são parecidos com os da dengue, mas em casos severos pode gerar encefalite. “Com isso pode levar a morte, já que é uma inflamação no encéfalo, área do cérebro. O verão está se aproximando e o momento pede mais cuidado”, reforçou.

Além dos cuidados amplamente divulgados, como evitar deixar pneus expostos e colocar areia nos pratos das plantas, outras questões também podem ser foco de atenção. É o caso do ar condicionado, que muitas vezes fica com pequenas poças dentro das bandejas de suporte, por exemplo.

“Esse aparelho é responsável por condensar a água, o que gera partículas que ficam pingando dentro do ar. Se o aparelho está com defeito, a água pode ficar parada e ser um foco. A mangueira do dreno, que fica para fora da casa, fica pingando durante o dia. Isso também é um foco para o mosquito”, lembrou Alexandre Borges, presidente da Conserta Express, rede que realiza pequenos reparos em residências e empresas.
Calhas de telhado e até base do filtro de água também podem ser vilões dentro de casa. “A base do filtro fica com água e às vezes tenho que tirar e jogar fora. Imagina se isso acontece dentro de uma casa de praia, por exemplo, que a pessoa fica uma ou duas semanas sem tirar esse depósito. É uma espécie de criadouro”, comentou a dona de casa Ana Cristina da Costa, 60 anos.

A cozinheira Nice Correia, de 58 anos, se mostrou surpresa com essas possibilidades. “São lugares que nunca pensei que poderiam virar foco. Não tenho ar condicionado em casa, mas isso é algo que pode ser muito perigoso”, finalizou.

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