Fazer comida em casa, além de saudável, é boa saída para driblar a crise

A mudança de comportamento é evidente no período da pandemia do coronavírus. Mas e quando essa alteração pode se converter em uma renda extra no final do mês? Fazer a própria comida em casa e vender para vizinhos está se tornando uma opção para driblar a crise, e, ao mesmo tempo, ocupar o tempo de forma produtiva. Almoço e lanches agora podem ser pedidos e entregues em poucos minutos: basta descer ou subir alguns andares, ou caminhar até o vizinho. Nutricionistas apontam os benefícios de prestar a atenção na alimentação e na produção caseira de alimentos.

O casal de empresários Mike Araújo, de 40 anos, e Amanda Eboli, 32 anos, resolveram inovar nesse período de pandemia. Eles tinham um restaurante no Bairro Chique, no Fonseca, que está fechado por conta do isolamento. Com as contas vencendo, veio a ideia de cozinhar dentro do apartamento onde moram, em Santa Rosa, e vender comida e lanche para os vizinhos. O novo “point” do Edifício Tour de Sant Dennis é o 705Burguer.

“No almoço vendemos comida em quentinhas e à noite lanches. Está sendo bem-aceito e os vizinhos estão curtindo a ideia. Usamos máscara, touca, luva e tomamos muito cuidado com a higienização”, explicou.

Atravessando a Ponte Rio Niterói, a chef de cozinha Andréa Ferreira já faz comida congelada há quatro anos para vender, mas a pandemia gerou também a expansão do serviço.

“Agora eu vendo almoço também e a situação nessa pandemia não está nada fácil. O preço é acessível, pois estão todos estão sem grana e os vizinhos agora estão comprando o almoço todos os dias. Tenho cuidado com as mãos higienizadas, unhas curtas e limpas, além da higienização correta dos alimentos com água potável”, contou.

O niteroiense Brian Kistmann, de 34 anos, contou que mesmo antes da pandemia já fazia o máximo de coisas que consegue para evitar alimentos industrializados.

“Eu optei por fazer minha comida. Evito molho de tomate pronto, gosto de fazer minha massa de macarrão e eu sei os cuidados que tomo. Evito consumir muito sal e com isso os alimentos ficam menos pesados e a saúde agradece”, explicou.

Já a nutricionista Fernanda Ornellas, de 34 anos, explica que cozinhar em casa tem o seu lado positivo.

“Muitas pessoas estão aperfeiçoando os talentos na culinária e com isso a chance de produzir alimentos mais saudáveis é maior. Os alimentos prontos, principalmente os industrializados, são riquíssimos em aditivos e conservantes além de realçadores de sabor. Por isso a durabilidade é diferente, assim como a textura, coloração, aroma e sabor”, frisou.

Mas tudo que tem o lado bom, também tem o lado ruim, segundo a especialista. Um deles é a ansiedade gerada pela pandemia, que pode propiciar o consumo elevado de carboidratos.

“Esse é o grande malefício e a pessoa acaba descontando a ansiedade e angústia na alimentação, gerando compulsão alimentar e uma satisfação de um vazio emocional e desequilíbrio psicológico do momento”, ponderou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dez − um =