Fazenda Colubandê continua abandonada e PM não dá seguimento a projeto

Raquel Morais –

Em novembro, a Polícia Militar informou estar elaborando um projeto burocrático para captação dos recursos para ocupação do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente (BPFMA) na Fazenda Colubandê, em São Gonçalo. Passados três meses nenhuma novidade foi divulgada sobre o processo, a PM não se manifestou até o fechamento desta edição e o espaço continua abandonado. Mato alto, degradação e insegurança marcam o prédio e pátio histórico, que nem de longe lembra os áureos tempos em que o ambiente era habitado por órgãos públicos.

Alguns tapumes que haviam sido instalados para impedir a entrada de moradores de rua e usuários de drogas já foram arrancados. O mato está alto em todo o entorno da fazenda, que serve de esconderijo para pessoas usarem drogas, por exemplo. O telhado da capela está com as telhas faltando, a pintura está descascada, muros rachados e até parte de reboco em alguns pontos está soltando.

O grupo de ativistas ‘Em defesa da Fazenda Colubandê’ continua indagando o poder público sobre os rumos do prédio. “É visível o abandono e eu tenho um filho pequeno e não me sinto segura de levar ele para brincar na parte esportiva que tem lá. O tempo todo tem gente chegando par usar drogas e o local está muito inseguro, sem policiamento”, comentou a professora Mansuária Nunes Moraes, de 30 anos, uma das representantes do movimento.

Na época, a PM informou que o Comando de Policiamento Ambiental (CPAm) explicou que ainda não havia data para o comando ocupar a sede da fazenda, uma vez que o local necessitava de obras para funcionar efetivamente. Lembrou ainda que o imóvel é tombado e requer obras de restauro. Seriam necessários trâmites burocráticos para captação dos recursos e, em seguida, publicação da licitação para contratação do serviço de restauração e recuperação da sede. O anúncio tinha sido feito pelo coronel Mário Fernandes, do comando de Polícia Ambiental (Cepam), em solenidade em setembro de 2017.

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