Fase quatro da vacinação indica vitórias contra a Covid-19

A chamada fase 4 dos estudos, onde é avaliado o sucesso da vacina, já começou a apresentar resultados significativos. Até no Brasil, onde o início da vacinação está próximo de completar cinco meses. A conclusão destas pesquisas pode levar ao menos dois anos, mas os resultados até agora são satisfatórios e mostram o impacto positivo da vacina na população.

A fase 4 inclui estudos que investiga efeitos adversos da vacina e pesquisas que analisam a efetividade dos imunizantes na contenção da pandemia, com redução da mortalidade. É o caso, por exemplo, do sucesso da vacinação com a CoronaVac, em Serrana (SP), onde os casos de Covid-19 despencaram.

O uso de vários tipos de vacina, com intervalos diferentes entre as doses, traz dificuldade operacional extra para a fase quatro.

“Mas tudo isso pode ser superado”, diz a infectologista Cristiana Toscano, única brasileira e representante da América do Sul no Grupo Estratégico Internacional de Especialistas em Vacinas e Vacinação da OMS, que avalia os resultados da vacinação no mundo e faz recomendações sobre os imunizantes.

O grupo da OMS, que se reúne três vezes por semana, monitora estudos de vacinação e trabalha com modelos matemáticos de projeções. “Todos devem colaborar informando sobre efeitos adversos inesperados das vacinas. Com ênfase em “inesperado”: sem motivo, as pessoas andam com medo de sintomas que estão dentro do previsto e não têm maiores consequências”, frisa Toscano.

Os sintomas esperados são dores no local da aplicação, dores pelo corpo e na cabeça, febre e cansaço. Esses efeitos podem ter duração por até 72 horas. Entre 10% a 20% dos vacinados têm chance de apresentar esses sintomas, que desaparecem sem causar problemas e não devem ser motivo de alarme.

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