Famílias buscam vagas para enterrar parentes nos cemitérios de SG

Raquel Morais

“Não pude chorar a morte do meu marido. Tive que implorar e esperar dois dias para conseguir sepultar o corpo dele com dignidade”. Esse foi o depoimento de uma gonçalense que não quis se identificar e passou há duas semanas por esse problema. A falta de vagas nos cemitérios públicos de São Gonçalo continua sendo um obstáculo para os sepultamentos. Além de não ter onde enterrar o corpo do parente, a família ainda gasta cerca de R$ 300 a mais para procedimentos de funerárias, que ‘preparam’ o corpo para esperar por alguns dias o enterro.

No Cemitério São Gonçalo, no Centro, e no Cemitério São Miguel, no bairro homônimo, familiares encontram a dificuldade para sepultar os corpos de seus parentes. “Quando minha irmã faleceu eu tive que resolver todas as questões do enterro e esperar 24 horas para a liberação de espaço no Cemitério São Miguel. Fui informada que teria que ser feita uma exumação para liberar uma vaga”, explicou a dona de casa Fernanda Pinto, de 37 anos.

Um funcionário de uma funerária que não quis se identificar explicou que em caso de espera da liberação da vaga para o sepultamento a família pode gastar em torno de R$ 300 para a tanatopraxia. “Injetamos um líquido com base de formol para manter o corpo por mais horas. Também tem funerárias que guardam os corpos na geladeira para conservação, o que pode girar em torno de R$ 180 a diária”, ressaltou.

A Prefeitura nega a falta de espaços e garante que existem vagas nos cemitérios São Gonçalo e São Miguel. Disse ainda que é dado um prazo máximo de 24 horas para o sepultamento a partir do momento da comunicação do falecimento. Os cemitérios da cidade já estão passando por reformas e melhorias desde o início do ano. Está sendo construído um novo ossário em São Miguel e 35 gavetas mortuárias em Ipiíba. Até o meio do ano serão construídas novas gavetas nos cemitérios de São Miguel e São Gonçalo, além da reforma e reabertura da Capela de São Gonçalo.

Ampliação no Maruí
Em Niterói, a ordem de início para obras emergenciais no cemitério do Barreto foi publicada hoje no Diário Oficial. As intervenções de quase R$ 1,5 milhão consistem na construção de dois mil nichos e 500 gavetas, além de um novo ossuário. Tudo deve ser entregue dentro de quatro meses.

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