Familiares organizam ato em memória de menina morta em comunidade de Niterói

Quase sete meses se passaram desde a trágica morte da menina Ana Clara Gomes Machado, na Comunidade do Monan Pequeno, Região de Pendotiba de Niterói. No dia 2 de fevereiro deste ano, ela foi atingida por um tiro durante ação da PM. O principal suspeito é o policial militar Bruno Dias Delaroli, que está preso e responde na Justiça por homicídio qualificado.

Na próxima quinta-feira (2), será completado mais um mês desde a tragédia. No dia, irá acontecer um novo ato em homenagem à memória da pequena Ana. Familiares e amigos irão comparecer à rotatória do Monan Pequeno, perdo do local onde a menina perdeu a vida, para fazer uma corrente de oração. A manifestação está prevista para começar às 19h.

De acordo com a mãe da menina, Cristiane Gomes, o objetivo do ato é não deixar a morte da filha cair no esquecimento. “Não vamos deixar nossa Ana Clara cair no esquecimento e na estatística do Estado. Ana Clara tinha cinco anos e foi brutalmente assassinada por tiros de fuzil por um PM, na porta de casa. Peço a colaboração de todos que possam comparecer”, disse.

Durante audiência, amigos e familiares fizeram ato em protesto – Foto: Vítor d’Avila

Ana Clara morreu após ser baleada com um tiro de fuzil, na manhã do dia 2 de fevereiro. Desde então, familiares acusam a Polícia Militar de ter feito o disparo. Segundo relato à época da tia, Ana Cristina Gomes, de 23 anos, a menina estava brincando na porta de casa quando uma viatura do 12º BPM (Niterói) supostamente teria passado atirando pelo local.

“Eles mataram ela. Ela estava na porta de casa. Ela estava brincando e deram três tiros. Aqui não tem tráfico. Demoraram para socorrer a menina”, afirmou Ana Cristina. Segundo informações de testemunhas, a criança chegou a ser socorrida ao Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, Zona Norte da cidade, mas não resistiu.

Audiência

Em 30 de junho, foi realizada a segunda e última audiência de instrução do processo que apura a morte da menina Ana Clara. O policial militar Bruno Dias Delaroli, apontado como autor do disparo que vitimou a menina, prestou depoimento. À época, a defesa dele confirmou que houve indeferimento do pedido de liberdade proposto pelos advogados. Questionada sobre qual será a estratégia da defesa, os advogados preferiram não antecipar para que não atrapalhe posteriormente.

Ouvida na primeira audiência, que aconteceu em maio, Cristiane Gomes, mãe de Ana, esteve novamente presente no Fórum de Niterói, para acompanhar a sequência das oitivas. Segundo ela, o agente mentiu em seu depoimento. le contou aversão dele, que a gente sabe que está errada, ele mentiu o tempo todo, mas ele tem o direito de defesa. O advogado pediu para ele responder em liberdade, mas a juíza negou”, afirmou Cristiane, à época.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

20 − seis =