Família tenta provar inocência de motociclista preso em Niterói

“A família está desesperada, meu irmão tem um filho de 4 anos, que fica chorando perguntando pelo pai todos os dias”, disse Waldez Antunes Ferreira, irmão de Walber Antunes, que segundo familiares, está preso injustamente. Ele foi reconhecido como o suposto autor de um assalto, mas familiares têm como provar que ele estava trabalhando no momento do crime. O assalto aconteceu em 2014, em uma rua de Itaipu.

De acordo com o irmão, na época, Walber estava trabalhando como motociclista, entregando quentinhas e o próprio patrão confirmou que na hora do assalto ele estava na pensão. Mas mesmo assim, ele foi apontado pela vítima, como autor do crime.

“A foto dele estava no arquivo da Polícia, porque em 2009, quando ele era adolescente, ele foi parado por estar conduzindo uma moto sem habilitação. Ele estava errado e deveria ser multado, mas porque tiraram uma foto dele e colocaram ele no meio de criminosos? Meu irmão não é criminoso”, contou Waldez.

A partir dessa foto a adolescente assaltada disse que Walber era o autor. Ele compareceu por duas vezes a audiências no fórum, essas que a vítima não compareceu. A partir dai, familiares acreditavam que o inquérito já estava arquivado, e a vida seguiu normalmente até o fatídico 25 de novembro do ano passado. Neste dia, policiais civis foram até seu antigo trabalho para cumprir um mandado de prisão, como ele já não estava mais lá, seu antigo chefe fez contato e ele foi até uma delegacia do Rio de Janeiro e desde então, permanece preso.

Neste sábado, fez dois meses que ele está preso no Presídio Ari Franco, no Rio de Janeiro. Familiares tentam a todo custo provar a inocência de Walber. Ontem eles realizaram uma manifestação pelas ruas de Niterói que terminou na frente do Fórum, no Centro da cidade.

“Ele é todo correto, não tem motivo dele estar preso lá dentro. Queremos Justiça”, desabafou o irmão.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, afirmou apenas que “o condenado teve a prisão decretada pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Niterói. A 6ª Câmara Criminal negou o pedido apelação interposto pela sua defesa”.

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