Família não entende o que vítima foi fazer no Jardim Catarina

A irmã do técnico de informática Bruno Jardim Longobuco, morto com tiros no bairro Jardim Catarina na tarde de quarta-feira (22), Lucilene Jardim Longobuco, conversou com exclusividade com A TRIBUNA. Ela clama por justiça e quer entender a morte do irmão, que não morava e não usava o trajeto em que foi atacado.

Ela, junto com a cunhada Paula de Novaes Silva, estão desde as primeiras horas dessa quinta-feira (23) no Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo, para liberação do corpo. O clima é tenso no local e parentes chegaram discutir com advogados da empresa onde a vítima trabalhava.

“Ainda está em investigação e eu tive que fazer a liberação do corpo. Soube ontem [22] que ele foi baleado no Jardim Catarina, que não é onde ele mora e nem é trajeto dele de trabalho. Isso foi depois do horário dele de trabalho e ele costuma chegar cedo em casa. Deixou uma filha de oito meses e uma esposa em casa esperando”, contou Lucilene.

A irmã da vítima ainda explicou que o irmão todos os dias tinha o costume de sair da Avenida Maricá e ir para o Arsenal, onde eles moravam. “A gente não sabe o que ele foi fazer no Jardim Catarina. Queremos justiça. O que ele estava fazendo fora do trajeto? A gente só sabe que ele foi lá a mando do patrão dele. Isso a gente tem certeza”, desabafou.

Lucilene ainda explicou que ficou sabendo que o patrão dele mandou ele ir em um restaurante. “O restaurante estava fechado, dentro do Jardim Catarina. Até onde eu sei não houve confronto e os tiros foram só no carro dele, que era do patrão dele. A esposa dele está muito abalada, destruída, derrotada, a base de remédios. A minha mãe também. Ontem (22) recebemos a notícia e foi muito complicado dar a notícia para a esposa dele e minha mãe”, lamentou.

Segundo informações da Polícia Militar, o confronto aconteceu quando uma viatura do serviço reservado (P2) foi atacada por bandidos na Avenida Albino Imparato. O carro onde Bruno estava acabou atingido. O rapaz morreu no local. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG) foi acionada e está investigando o caso. O sepultamento será 16h30min no cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo.

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