Família diz que guardador de carro está preso injustamente

Camilla Galeano

Familiares de um guardador de carro tentam provar sua inocência na Justiça. Na próxima quinta-feira (12) está marcada uma audiência para julgar o caso do Laudei Oliveira da Silva, de 41 anos. Ele está há três meses no Presídio Evaristo Moraes, no bairro São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, acusado de um crime que, de acordo com parentes, ele não cometeu. Muito conhecido no entorno do Plaza Shopping, no Centro de Niterói, onde trabalhava há mais de 20 anos, Laudei foi acusado de participar de um roubo de veículo no dia 4 de fevereiro deste ano, no bairro São Domingos.

Segundo familiares, a vítima do roubo alegou na delegacia que foi abordada por dois homens e um deles foi descrito como magro, alto, pardo, sem barba e teria entre 20 e 30 anos. Laudei tera sido reconhecido por uma foto de 14 anos atrás, quando ele foi detido por estar com um cigarro de maconha. De acordo com sua esposa, Renata, apesar dele ter cumprido a pena de dois meses, a imagem não foi retirada do banco de dados da Polícia Civil.

Outro relato das vítimas que não procede, segundo Renata, é o de que seu marido estaria conduzindo o veículo no momento do roubo, já que Laudei não sabe dirigir. Além disso, Renata afirmou que a descrição física não bate com a aparência atual de Laudei, que está acima do peso, com barba e é baixo.

“A dor que estamos passando não dá para descrever. Levaram o meu marido só por ser pobre e trabalhador em uma atividade que é mal vista pelos outros. Ele é honesto”, diz Renata.

O filho de Laudei, Ronald Fonseca Oliveira da Silva, de 20 anos, também está detido acusado de participar do mesmo assalto. Segundo a família, eles não têm contato com o Ronald há anos. Mesmo assim o rapaz ainda confessou para a madrasta, através de um aplicativo de mensagem, que Laudei é inocente. Ronald foi preso através de um mandado de prisão e preferiu se abster do direito de contra a sua versão dos fatos. Portanto, essa confissão não foi colocada no Tribunal de Justiça.

Renata relatou que no dia 23 de setembro, Laudei recebeu um alvará de soltura. Porém uma nova acusação de assalto surgiu. O guardador estaria envolvido em um outro roubo que aconteceu no dia 9 de fevereiro deste ano. Porém não foi reconhecido por nenhuma das vítimas.

Diversas pessoas aceitaram testemunhar a favor do guardador de carros para contar que estavam com ele no dia e no horário do roubo.

Na quinta-feira (12), a partir das 11h familiares e amigos estarão em frente a 1ª Vara Criminal, em Niterói para realizar um protesto pela liberdade de Laudei. Às 13h30 acontece uma audiência para decidir se a vítima responderá aos processos em liberdade.

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