Falha na saúde é alvo de investigação na Câmara de Niterói

Wellington Serrano –

As falhas nos atendimentos na saúde de Niterói, como a demora na realização de cirurgias e a falta de insumos, são alvos de investigação do vereador Beto da Bipa (PMDB), que analisa supostas irregularidades na rede pública. Entre os itens analisados estão à falta de atendimento nos hospitais Carlos Torteli e Getúlio Vargas Filho, a Maternidade Alzira Reis e a Policlínica Regional do Largo da Batalha que, segundo ele, comprometem a fila de espera para a realização de cirurgia.

O vereador, que postou os documentos no Facebook com base no Plano Diretor e reclamações de moradores, é da base governista e está na fase inicial de apuração. Segundo Beto da Pipa, autor do requerimento aprovado na quarta-feira, diante das cobranças das pessoas pretende fazer um mapeamento dos problemas que envolvem o setor da saúde.

“Está havendo uma cobrança muito grande em cima dos vereadores, principalmente comigo que sou de comunidade e estou sempre na rua, que está difícil operação no Hospital Orêncio de Freitas, que está faltando material no Largo da Batalha e temos denúncia que falta material até para sutura. Isso é uma brincadeira. Infelizmente, independente de sempre estar na base do governo, não posso fica parado até porque é minha atribuição fiscalizar o Executivo e não posso fugir desta atribuição”, disparou o parlamentar.

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Niterói, Paulo Eduardo Gomes (Psol), disse vai enviar denúncia à Vigilância Sanitária sobre os requerimentos do vereador e exigir providências.

Cidade da Ordem Pública alagada
O vereador Bruno Lessa (PSDB) protocolou um requerimento pedindo esclarecimentos à Emusa sobre o contrato firmado com a Construtora Zadar, responsável pelas obras da Cidade da Ordem Pública. “Conforme denunciei na quinta-feira, durante sessão plenária e no Facebook, o prédio ficou debaixo d’água após a chuva que caiu na cidade. O agravante, neste caso, é que o imóvel foi inaugurado pelo prefeito Rodrigo Neves em 22 de novembro do ano passado, ou seja, há pouco mais de três meses”, lamentou o tucano.

Além da cópia do contrato, o vereador solicitou informações sobre os motivos das diversas paralisações da obra, ocorridas entre 20 de novembro de 2015 e 4 de janeiro de 2016, de 5 de junho a 15 de agosto de 2016 e, depois, de 16 de setembro de 2016 a 4 de janeiro de 2017.

“E mais: no dia 2 de fevereiro deste ano foi dada nova ordem de reinício da obra, apesar de a inauguração ter sido em novembro de 2016. Este reinício representou algum novo gasto aos cofres públicos, além dos R$ 14,4 milhões já pagos?”, indagou Lessa. Ele também criticou o fato da prefeitura ter inaugurado uma obra que, claramente, está inacabada, e quer saber quais providências serão tomadas para resolver os problemas que estão sendo denunciados. “O requerimento também é assinado pelos vereadores Carlos Jordy e Renato Cariello. Esperamos que a prefeitura se posicione e responda nossas indagações”, concluiu Bruno Lessa.

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