Faixa seletiva da Roberto Silveira gera conflitos entre motoristas

Raquel Morais –

“Andar na Avenida Roberto Silveira é uma tarefa bem difícil”. Esse foi o relato de um motorista, niteroiense, que utiliza a via diariamente para ir ao Rio de Janeiro. A rua é grande, tem três faixas de rolamento para veículos comuns e duas seletivas para ônibus. Porém a quantidade de faixas ainda não é suficiente para a quantidade de veículos que circulam na cidade. O resultado não poderia ser outro: a falta de respeito de motoristas que invadem a seletiva na busca de uma fuga do congestionamento.

A cidade tem 0,58 veículo por habitantes, levando em consideração que Niterói tem 500 mil habitantes e a estatística do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) que divulgou que em março desse ano foram contabilizados 291.656 carros. Ou seja, é praticamente um carro para cada dois habitantes. O servidor público Ramon Carrera, de 37 anos, usa diariamente a Avenida Roberto Silveira e chamou atenção para o mau uso da faixa exclusiva da via. “A via tem essas faixas exclusivas para coletivos que teoricamente iriam desafogar o trânsito e melhorar a qualidade do transporte público. Porém, isso se torna inviável devido a quantidade de carros, e isso ocasiona um esgotamento de trânsito”, comentou.

A corretora Vanessa Dutra, de 30 anos, frisou a seletiva como a solução de um problema que gera um segundo problema. “A expressão descobre um santo para cobrir outro é o que mais explica essa situação. A seletiva dessa rua foi criada com ótima ideia de desafogar o trânsito para os veículos comuns e agilizar o transporte público. Mas com tanto carro na rua é impossível isso dar certo. Os veículos leves querem fugir do congestionamento em uma tentativa comum de economizar tempo no trânsito”, pontuou a moradora de Tribobó. “Diferente do que acontece em Icaraí a seletiva da Alameda São Boaventura é extremamente funcional, mas foi feita toda uma obra para delimitar esses espaços. Isso já ajuda muito nessa logística”, frisou Ramon.

A Prefeitura de Niterói foi questionada sobre funcionamento dos radares e quantidade de multas aplicadas nessa via, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou sobre o assunto.

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