Faetec adia início das aulas no Henrique Lage

Geovanne Mendes

Não, não vai ter aula! A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) informou que as aulas da Escola Técnica Estadual Henrique Lage e de todas as escolas ligadas à Faetec só começarão no dia 6 de março e não nesta segunda-feira (20), como previsto no calendário do ano letivo. O motivo da mudança, porém, não foi informado pela Fundação.

“Sinceramente nem sei mais o que dizer, estamos sendo enganados. Já não é a primeira vez que eles adiam o início das aulas, enquanto isso os problemas da escola só aumentam”, comentou uma aluna da escola que não quis se identificar.

A preocupação da aluna faz sentido. Reportagens de A TRIBUNA revelaram o momento caótico vivido pela escola técnica. O que vem tirando o sono de pais, alunos, professores e de toda a sociedade, já que o Henrique Lage é uma escola vista por todos como referência em termos de ensino técnico na região. A reportagem flagrou, na ocasião, um matagal tomando conta de todo o pátio da unidade. Além disso, o espaço onde foi anunciada a construção de uma área de convivência está repleto de mato e lixo pelo chão e a quadra poliesportiva com mato alto onde mal se vê as traves do gol.

Na última terça-feira cerca de 300 alunos realizaram uma manifestação em apoio à escola e em protesto ao Governo do Estado. Na época, eles reclamavam do adiamento das aulas para o próximo dia 20. Os estudantes reclamaram da falta de infraestrutura da unidade, de merenda escolar e também de funcionários terceirizados da limpeza, além do atraso no pagamento dos professores do Henrique Lage. Os alunos se reuniram em frente a escola com cartazes e gritos de ordem e seguiram pelas ruas do bairro.

Em nota, a Faetec informou que devido à grave crise que assola o estado, a única empresa terceirizada que prestava serviços para a Fundação encontra-se inadimplente, deixando de cumprir as obrigações contratuais, não pagando os salários dos seus funcionários. A fundação pretende inciar um processo licitatório para contratar novas empresas e regularizar os serviços em todas as unidades da rede. Quanto às aulas, a Fundação preferiu não dar mais detalhes do motivo de adiamento para março.

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