Fabiano Gonçalves vai presidir Federação das CDLs do RJ

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro (FCDL-RJ) terá novo comando entre os anos de 2023 e 2025. O vereador de Niterói, Fabiano Gonçalves (Cidadania) foi eleito presidente da entidade. Em entrevista ao jornal A TRIBUNA, concedida nesta sexta-feira (18), ele contou sobre seus projetos.

A federação abrange 46 cidades no Rio de Janeiro que possuem Câmaras de Dirigentes Lojistas. Fabiano Gonçalves citou que um dos desafios de sua gestão será lidar com as diferentes realidades socioeconômicas presentes em todo o território fluminense.

“Será possível discutir pautas a nível de estado. Rodei pelas CDLs do Estado do Rio de Janeiro. De Paraty a Porciúncula, a realidade desses municípios é completamente diferente e a Constituição do Estado do Rio de Janeiro diz que as categorias profissionais que não tiverem dissídios coletivos seguirão o salário mínimo estadual, que é de, em média, R$ 1.618”, disse Fabiano.

“O maior empregador dessas cidades é o poder público, e em segundo lugar está o comércio, que é feito notadamente de familiares. O ideal é discutir o salário mínimo estadual pelo índice da cesta básica. Eu quero propor criarmos o índice da cesta básica regionalizada no Estado do Rio de Janeiro, tendo os indicadores dos municípios que compõem o Noroeste, o Norte, a Região dos Lagos, as Metropolitanas I e II, Baixada, Costa Verde e Vale do Paraíba”, prosseguiu.

Em relação ao projeto de equiparar o salário mínimo estadual por meio do índice da cesta básica de cada região fluminense, Fabiano ressalta que essa é a melhor forma de garantir com que os comerciantes de cada localidade possam pagar os salários de acordo com a realidade socioeconômica de cada região.

“Por meio do índice da cesta básica é possível dizer em que regiões esse salário mínimo estadual é impraticável. Nós vamos fazer isso através das CDLs locais e das universidades, que vão ajudar a compor esses índices. E eu quero publicar esse índice periodicamente para que os gestores públicos possam olhar para o Rio de Janeiro de forma planificada”, completou.

É importante frisar que, para ser aplicada, a medida precisa se tornar um Projeto de Lei e passar pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Caso seja aprovada pelos deputados, necessitará ser sancionada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro.

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